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[Opiniões] "Incarceron", de Catherine Fisher


Sinopse

Imagine uma prisão tão vasta que abrange masmorras, galerias, bosques de metal, mares e cidades em ruínas.

Imagine um prisioneiro sem memórias mas que nega pertencer àquele lugar, mesmo sabendo que a prisão se encontra selada há séculos e que apenas um homem conseguiu escapar.

Imagine uma rapariga condenada a um casamento de conveniência e a viver numa sociedade futurista, vigiada por um sistema sofisticado de inteligência artificial mas concebida à semelhança de um cenário do século XVII.

INCARCERON é a prisão viva que observa tudo o que se passa dentro dos seus muros. Finn é o prisioneiro e Claudia a filha do guardião da prisão, que vive num mundo exterior onde pouco se conhece sobre INCARCERON.

Ao encontrarem uma chave de cristal que lhes permitirá comunicar, os dois engendram um plano de fuga numa corrida contra o tempo. Mas INCARCERON vigia-os e a evasão exigirá mais coragem e tornar-se-á mais difícil do que pensam.

Opinião

A história conta a perspectiva dos dois personagens principais. O primeiro é Finn, um prisioneiro da prisão Incarceron e que não tem memórias anteriores aos seus quinze anos e, o segundo, Cláudia, a filha do Governador da Prisão. Ambos obtêm uma chave de cristal, conseguindo comunicar by Text-Enhance">através dela e trabalhando para conseguirem retirar Finn e os amigos do interior da Prisão.

Gostei da originalidade da escritora, em relação à Prisão e dos seres/locais que por lá se encontravam (seres e florestas de metal, por exemplo).

A personagem principal feminina ficou bem desenvolvida, muito forte e, para além de intrigante, um pouco destemida também. Já Finn desiludiu-me um pouco. Pareceu-me um tanto ingénuo e demasiado crente nos amigos. Contudo, as personagens secundárias são fortes e interessantes. Gostei mais dos diálogos deles do que dos principais, apesar de que os diálogos finais entre Cláudia e Finn me tenham deixado bastante interessada no que se iria passar a seguir. Os sábios, Sapientes, que os acompanham foram um acrescento indispensável. Tornou o enredo muito mais estimulante e agradável.

Sou daquelas pessoas que adora descrições, não aborrecidas e extensas, mas aquelas em que nos sentimos a entrar dentro da história e nos sentimos como parte dela. Neste livro, achei-as fracas, tanto dos locais como das personagens. Às vezes, houve também descrições deslocadas (quem ler ou já leu, saberá o que quero dizer. Pelo menos, eu senti isso. Dava por mim a pensar “O que é que isto está by Text-Enhance">aqui a fazer?”. Ou seja, alguns pormenores eram totalmente desnecessários.) E embora seja repleto de acção, não consegui entrar na história. Desconcentrava-me muitas vezes por causa deste aspecto.

Outro pormenor que não gostei foi o fraco desenvolvimento sobre o cenário futurista geral, embora a escritora inclua alguns pormenores interessantes (acerca dos Sapientes que acompanham Cláudia e Finn).

Nos aspectos que referi nos dois últimos parágrafos, a autora deixou muito a desejar. Digo isto, porque Catherine Fisher já escreveu imensos livros e é licenciada em Literatura Inglesa e, na minha opinião, é uma falha muito grande. Mas para quem não gosta de muitas descrições e adora o género, é um bom livro para se ler.

Assim, a ideia geral da Prisão, embora não muito desenvolvida, é bastante interessante e inovadora. Já o final foi surpreendente, confesso que não estava à espera. Tinha teorias acerca do final, mas revelaram-se todas erradas, o que constituiu uma surpresa e culminou com o clímax que se esperava deste livro.

Nota: Também disponível n'Os Livros Nossos

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