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[Epifanias] - O que nos leva a ler?

Já que não coloco os dedinhos e as palavrinhas no meu lindo projecto (e com isto, entenda-se grande texto que poderá dar em história num futuro - não muito - próximo), fiquei inspirada pelo blogue da Liliana Lavado, aqui, e decidi que vou começar a escrever um pequeno texto todas as semanas... Talvez o escreva mais para mim, do que para vocês (lá está o egocêntrica, eu sei!), ou mais por do que para. Se é que me entendem... Preciso de escrever, preciso de passar para o papel, neste caso, computador, as palavras que me fluem na mente e na alma (ah, cliché, eu sei!).

Por isso, senti-me inspirada e o impulso do momento resultou nisto. Já escrevi este texto há algum tempo e recentemente acrescentei algumas partes. Está um pouco grande, eu sei…


Bom, resultou no quê?, perguntam vocês.  

Eu respondo: as motivações que nos introduziram no mundo da leitura e que nos levam a ler avidamente.

É certo que fiquei mais de 2/3 anos sem ler um único livro fora da faculdade. Quem me conhece, já está farto de saber isso...  Mas comecei a perguntar-me desde quando comecei a ter esta paixão pela leitura, pelos livros, pelo cheiro das páginas a novo, pelo som do virar da próxima página e até pela textura da própria folha. E... qual foi o primeiro livro que li.
A maioria de nós começa a ler com cinco/seis anos e nunca mais pára. Ora lêem-se livros ou manuais escolares, ora lêem-se jornais ou revistas. Ou até simples legendas de filmes e séries. A verdade é que se lê. São preferíveis os livros, mas à falta disso… Dizem que quando começamos a ler uma palavra, é impossível parar. É verdade. Ora, tentem lá!

É porque lemos a palavra num todo. É como se tivéssemos:

T3mpo ou exemp… 
(conseguiram lê-las, não conseguiram?)

O nosso cérebro processa a palavra na totalidade e, mesmo com erros ou letras em falta, conseguimos lá chegar. (perdoem-me, mas esqueci-me do nome cientifico a que se dá a isto! Rica futura Psicóloga...)


Dei por mim a pensar em todas estas questões e mais algumas. Sinceramente, não me recordo do primeiro livro que li…. Talvez um de Sophia de Mello Breyner ou da famosa série “Anita”, mas sei que gostava muito de “Uma aventura”; “Os Cinco”, “Os Sete” e por aí fora! Policiais juvenis, como gosto de os tratar. Também sei que, quando era criança, aos sábados e domingos, levantava-me cedinho e ia buscar um dos meus muitos livros e lia, lia, lia… Lia durante horas a fio. Era até a minha mãe me chamar para almoçar ou jantar. Era um mundo totalmente novo.

Outra recordação que tenho é a partir dos 11 anos. Ficava acordada até tarde e devorava os livros da saga Harry Potter apenas com a luz do telemóvel ligada. Foi o meu primeiro contacto com o mundo do Fantástico, um dos meus preferidos. E foi, certamente, determinante para a minha paixão crescer.

Hoje em dia, vimos uma maior descrença na leitura. Os miúdos têm novos interesses, como os jogos da playstation e computador e os pais cada vez menos recursos para alimentar vários vícios ao mesmo tempo. Acabam por optar pelo vício menos saudável mas que faz os filhos mais felizes a curto prazo. São opções e se há coisa que tenho aprendido é que não vale a pena obrigar. A escolha deve ser um direito de todos. Mesmo que essa escolha seja enviesada pelo contexto onde nos encontramos.

Como diz a minha Professora de Psicologia da Educação: “A Leitura não está só nos livros, é preciso dar essa ideia às crianças!”. Quando elas se aperceberem, a motivação e vontade de ler será muito maior e apelativa…

Hoje, temos vários recursos e maior acessibilidade a muitos livros. Quando digo isto, refiro-me aos ebooks que podemos ler no Tablet, I-Pad e modernices do género (sim, eu percebo tanto disto como a minha querida Avó.), não a acessibilidade económica, pois o preço dos livros anda pela hora da morte.

Eu, pessoalmente, adoro sentir as folhas a passarem-me por entre os dedos, por isso leio muito pouco em ebook. Adoro ouvir o som das páginas quando as viro… Sentir a lombada quando o fecho ou durante a leitura. Até o peso deles eu gosto de sentir nas minhas mãos. Será estranho? Eu prefiro pensar que não. Faz-me sentir que é real e ajuda-me a criar uma ligação mais forte com a história e com as personagens, independentemente do que encontrar dentro de cada livro. Com os ebooks, já não sinto esse vínculo. Mas, pronto, desde que se leia, é o que conta!

E para tentar ser menos egocêntrica... e mais centrada em vocês (os que me leram até aqui, pelo menos):

E vocês, o que vos despertou a paixão?
Lembram-se do primeiro livro que leram?
Qual é a memória mais antiga que têm?
O que gostam mais num livro quando o têm na mão?
Preferem livros ou e-books?

Uf, tantas perguntas… ;)

Comments

  1. olá :)))

    o que despertou a verdadeira paixão

    um livro dos "cinco"

    o 1º talvez um da "Anita"

    O que gosto mais de um livro quando o tenho na mão primeiro a capa, de ver, virar, se for novo, o cheiro (sim sou uma snifadora de livros lol) e dps meter-me naquele mundo só meu, que vou vivendo a cada pagina.

    prefiro livros, mas como o dinheiro é curto, leio e-books :D

    beijocas

    ReplyDelete
    Replies
    1. Sê snifadora de livros à vontade! ahah =)
      Adorei, Normita: "vou vivendo a cada página" =)

      Pois, eu se não passasse tanto tempo ao pc, também lia e-books por essas razões.

      Obrigada pelas tuas palavras!

      Delete

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