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[Epifanias] - Às vezes é preciso silêncio...

De modo a não ferir susceptibilidades, nem a ser mal interpretada por terceiros, decidi não colocar o artigo que tinha planeado para hoje. Falava sobre editoras e "editoras", conflitos e situações que nos escapam ao controlo, a nós leitores e aos escritores/autores cujos livros as editoras publicam. 

Às vezes, o silêncio é a melhor forma de expressão. É preciso saber quando falar e quando estar calada. Ontem à noite, quando fui rever o artigo, decidi  valorizar o silêncio. Ou a maior parte dele. 

Se acham que valeria a pena ler o texto - que, na minha opinião, é polémico e atearia muitos fogos - digam-me, deixem num comentário ou peçam-me por email. Não estou à pesca de palmadinhas nas costas, nem de elogios, nem de coisa semelhante. 

Até lá, deixo-vos partes, apenas partes:

***

QUARTO:
Há editoras e "editoras"… 
1. Há as que não pedem dinheiro para publicar, há as que chulam até ao tutano a pessoa que sonha vir a ter um livro seu nas bancas… Que, de outra forma, pensa que nunca o conseguiria alcançar. Let's face it: quando uma pessoa envia um "trabalho" por e-mail ou por correio, raramente recebe resposta e, quando tal acontece, é a dizerem que não querem e/ou não podem publicar. Motivos? "Não se adequa à nossa linha editorial", "De momento, não nos é possível avaliar pela quantidade de trabalhos que recebemos", ou ainda "Não estamos a aceitar", bla bla bla... Não por estas palavras, claro. 
2. Há aquelas que revêem o “trabalho" remetido e que o corrigem. E há aquelas que deixam esse trabalho ao seu autor. Geralmente, são as que pedem dinheiro para publicar. (!) Claro, ele já tem pouco trabalho a escrever a obra! Esquecem-se é que por ter sido ele a escrever, há os chamados “erros de escritor”, os quais lhes passam despercebidos. Mas esse tipo de editoras quer lá saber, quer é o guito! Digo eu... Não digo que sejam todas iguais, generalizar é um erro que não pretendo cometer, que fique bem claro, e se o fiz ou fizer, por favor, digam-me. Pode ter-me passado... Eu venero as pessoas que se inserem neste grupo – os que escrevem e ainda têm de rever e rever e rever. Imagino que devem ter de desenvolver uma capacidade gigante para reagir à frustração e decepção… "São publicados e ainda reclamam", pode ser esse o pensamento das editoras. Pois... Não se chama ingratidão, mas caramba… 2500€ para colocar um livro cá fora e ainda ter de fazer tudo o resto? Porra, não há condições! Ainda se gabam de serem das poucas editoras a publicarem portugueses? Isso não é motivo de orgulho, publicar sim, chular não! Até entendo a questão do dinheiro, mas não são só aos autores que chulam, os leitores também levam por tabela. Mas os autores lá vão sobrevivendo e ainda bem. E com o seu sonho a tomar forma. E os leitores lá se vão desenrascando e obtendo os livros como podem. Ao menos isso...Vá lá, haja esperança!

***

SEXTO:
Agora, sim, cheguei onde queria chegar… Aqui há dias, surgiu um comentário de uma ‘editora’ – da qual já afirmei, com todas as letras, não gostar - que veio acentuar as razões pelas quais não gosto dela. Não vou referir mais nomes porque já devo estar toda queimadinha, mas quem me ler, poderá conseguir ver o que está nas entrelinhas. O post na página do facebook da tal editora dizia qualquer coisa como “ataques infundados” e que “sorria” perante ataques desses.A sério? Sorri? Não parece… Não sei a que ataques se referem, mas não é novidade que a editora é trucidada. Ora, se (essa editora) fechasse a matraca, ganharia mais. Ou então que desabafasse de outra forma. Onde? Sei lá, é uma pergunta mesmo difícil. Talvez... no facebook pessoal? Não reparei, mas se calhar, foi tudo a eito. Não entenderam? Eu passo a explicar porque não gosto muito (!) da editora e, principalmente da(s) pessoa(s) que está (estão) por de trás.

Isto vai por pontos para me orientar. Não quero correr o risco de não sair daqui:


Entendo a frustração e indignação, mas se se quer desabafar sobre algum assunto que incomode, aconselho a usar o facebook pessoal. Fica feio usar o facebook da editora para ganhar palmadinhas nas costas. Para além de ser muito pouco profissional… E ainda acham que é infundado o facto de não gostar? Ninguém gosta de críticas, tudo bem. Eu também não gosto. São o meu pesadelo, mas também são o prato do dia, principalmente para quem está atrás de uma editora. Se cada vez que uma pessoa - que trabalha numa empresa - reagisse assim por se sentir atacada, as empresas iam todas pelo cano abaixo!

***

Agora, uma coisa que me surpreendeu - e que gostei muito - foi terem colocado a minha opinião de um livro publicado por eles no facebook, mesmo com o aparte de não gostar da editora. Quando não gosto de alguma coisa, critico e dou sugestões. Mas quando gosto, também faço o mesmo: digo-o, pura e simplesmente. Se o objectivo foi amolecer, foi conseguido. Eu bem digo que sou um coração mole. Se o objectivo foi dizer ao mundo "nós também colocamos críticas que nos queimam", também foi conseguido. Gostei!


E fico-me por aqui. As restantes razões foram enunciadas no post original, mas não quis ferir susceptibilidades... e trucidar! Estava de mau humor e foi tudo corrido! Ontem ponderei e decidi fazer assim... Se alguém quiser ler o resto, que me diga...

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