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[Opiniões] - "As Cinquenta Sombras Livre", de E.L. James


Podem ver aqui a sinopse.


E eis que chegou ao fim a trilogia “mais desejada de 2012”. E não, não estou no gozo.

Bom, vou começar como sempre começo as opiniões dos Greys (como se tivessem sido imensas…): a capa. Ilustra um par de algemas (*sorriso maléfico*) que, mais uma vez, e para mim, tem dupla conotação: a marota e a antítese da liberdade. Em relação ao post-it, devo dizer que, desta vez, não gostei. Não é para me gabar, mas a minha ideia era bem mais gira (e não cobro direitos de autor, aviso já, por isso, levem à vontade!). Podem vê-la aqui, caso não tenham lido a opinião ou já se tenham esquecido. Então, Lua de Papel? Andei eu a idolatrar-vos pela ideia original e apresentam um post-it igual ao do 2º volume? Bahhh, é o que tenho a dizer! Posto isto, vamos lá começar a sério.

Embora reconheça as críticas depreciativas e os aspectos negativos que lhes apontam, eu adorei os livros. Os três, sendo que este último foi o meu favorito. E esta opinião será, certamente, a mais pequena dos três. Pura e simplesmente, porque não tenho muito a dizer. Toda a trilogia me arrebatou por completo e digo isto, já a contar com todas as críticas negativas, com as quais concordo na sua maioria. Mas gostar é assim mesmo... (fui fofinha agora, não fui? Tenho alturas...)

Não estive a contar, mas notei ainda mais diferenças comparativamente aos volumes anteriores no que toca ao “corar”. De igual forma, a Deusa Interior foi referida menos vezes em cada capítulo, mas o que estragou mesmo tudo foi o casalinho que formou com subconsciente da Anastasia… Ela só se virava e dizia “O meu subconsciente isto e a minha Deusa Interior aquilo…”. E eu “Bonito! Olha que dois!" *Duplo revirar de olhos*

Não acredito no casamento, mas maltinha… se fosse para ter uma lua-de-mel assim, como a de Ana e de Christian, eu casava-me já amanhã! Adorei! Muito romântica, muito cutchi-cutchi, com tudo a que tem direito e mais além! Ou então saltava a parte do casamento e ia direitinha à lua-de-mel. Não era mal pensado eheh *risada maléfica*

As cenas de sexo foram mais variadas, com um vocabulário “comme ci, comme ça”… o que apimentou a leitura, fora de trocadilhos. 

As pontas soltas que ficaram por atar no fim do segundo volume foram finalmente atadas, mas devo dizer que foram à pressa. Embora o livro tenha mais de 600 páginas, muita acção, cenários e momentos de mistério, parece que a certa altura, os pormenores foram inseridos “à la pressão” como costumo dizer… Para exemplificar, posso referir as personagens secundárias, cujo destino ficou ali a pairar no ar. Isto foi o que me deu a parecer, não significa que todos fiquem com a mesma ideia.

Para entrarmos no big finale da opinião, gostei imenso da importância dada à Psicologia e às terapias nesta trilogia. Sei que, devido a esse pormenor, não sou muito subjectivamente objectiva (perceberam a ideia?), mas foi bom ver que para grandes traumas como o do Grey, a Psicologia não é esquecida, mesmo em livros.

Quanto ao final, gostei muito, foi ainda mais cutchi-cutchi do que os três livros juntos… Parece que entrámos num mundo paralelo e ficamos a pensar “Mas é mesmo este o final? Uau!”. Às vezes, torna-se inacreditável que as pessoas – neste caso, as personagens – mudem tanto num curto espaço de tempo, mas eu prefiro acreditar que a pessoa certa, o momento certo e as acções certas ajudem nesse processo de mudança e que seja mesmo possível mudar tanto em tão pouco tempo. E se tal não for possível, é por isso que se chama ficção, certo? Enfim, ao menos, dá-nos esperança que essas mudanças possam ocorrer na realidade.  

Não obstante o criticismo de que tem sido alvo, a trilogia “Cinquenta Sombras” vai ser uma das que vou guardar no meu coração. Tanto pelos aspectos positivos como negativos. Nunca teria imaginado o percurso que a trilogia tomou, assim que li a sinopse. Uma rapariga virgem a entrar aos tropeções no escritório de um homens rico e bonito? Desde essa altura, muita coisa mudou... e muita coisa foi-nos dada a conhecer. Tenho noção de que a minha alma de psicóloga se compadeceu e apiedou com o passado obscuro do Grey e entendo porque enveredou pelo caminho que o trouxe até nós. Entendo também a reacção de Anastasia e como são perfeitos um para o outro (ai, que coisa tão lamechas, eu sei!)…

E, pronto… cheguei ao fim. Gostei da trilogia, guardo-a num lugar muito especial do meu coração e da minha mente, como já disse. Fui à sessão de autógrafos esta semana e só levei o meu 3º para assinar… Tristeza, devia ter levado os outros! Sei que não sou dada a demonstrações de carinho para com as editoras (aliás, tenho a reacção contrária na maioria das vezes, vá-se lá entender!), mas quando é para dizer bem, também cá estou... Quero agradecer à Lua de Papel, por ter trazido cá a Sra. E. L. James, muito simpática por sinal, e por ter antecipado a publicação do 3º volume quase 5 ou 6 meses...! Eu já andei a deprimir pelas 3/4 semanas em que estive à espera do 3º, após a leitura do 2º, o que diria de 5/6 meses? Pois, o melhor é não pensar... Está publicada, está lida, está opinada... e vai ser uma daquelas [Trilogias] que será certamente lembrada... Pelo bom, pelo mau, pelo alarido, por tudo e mais alguma coisa. O que vale é que se pode sempre reler...

Comments

  1. Eu gostei muito desta trilogia e vai ficar na minha estante. No entanto fiquei decepcionada com este ultimo volume, não gostei muito, achei-o um pouco enfadonho.

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