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E sai uma opinião-tese... "Perdidos" | Rute Canhoto


Perdidos

Opinião
Sei que muitos de vós não vão chegar ao fim deste texto e, aos que chegarem, – corajosos! – um muito obrigada. Mas aconselho a lerem. Mesmo. Porque se há uns meses ficava na dúvida quando me diziam ‘ah, os portugueses não sabem escrever’**, as dúvidas dissiparam-se. Este foi o pior livro que li até hoje, desde que recomecei a ler assiduamente há um ano e meio. Não me orgulho de o dizer, se me entristece tecer uma opinião destas, entristece, mas também fiquei emputecida pelo resultado final. Uma história que poderia dar tanto... e deu em... nada. Este texto não está revisto e tem repetições, mas enfim... 

Foi uma opinião difícil de fazer. Desde a segunda vez, terceira? quarta?, já não sei, que peguei no livro para ler que fiquei domada por uma vontade louca de criticar este livro a torto e a direito, quase como uma necessidade.

No geral, creio que tudo o que de mau a autora podia fazer – e atenção – numa primeira obra, fê-lo. Excepto, claro, que “Perdidos” não é a estreia da autora. Quando digo tudo, é mesmo tudo. Seja em relação ao prólogo, à estrutura, às personagens, à caracterização psicológica, ao mistério (qual mistério?), enfim.

Quis desistir muitas vezes, mas não o fiz. Talvez devido àquela compulsão que tive em opinar sobre o livro. Sou da velha guarda em que para criticar, tenho de chegar ao fim, caso contrário, remeto-me ao silêncio. Já desisti de duas leituras este ano e foi porque não me diziam nada, mas cheguei à conclusão de que seria a via mais fácil e sendo a autora portuguesa, porque não ler, opinar, criticar e, no fim, dar sugestões de melhoria? Apontar o dedo qualquer um faz, mas sugerir e ajudar não. Tenho as minhas reservas se a autora vai aceitar ou dar uma segunda oportunidade a este meu ponto de vista depois deste parágrafo, mas a ver vamos.

Começando pela crítica ‘tudo o que de mau podia fazer, fez’, vejamos o prólogo. É curto, sem nomes, com diálogos, e uma situação demasiado cliché. Demasiado fácil. Mas mete tantas dúvidas que essas tornam-se frustrantes para o leitor em vez de serem misteriosas e incitarem a uma leitura compulsiva para saber o que se passa. Seguidamente, temos o quotidiano da personagem principal… Três palavras: seca, seca, seca. Nah-nah. Se houve coisa que eu aprendi – que foi pouco – enquanto lia livros de escrita e ouvia conselhos de gente sábia é que é preciso criar conflito. Mas conflito à séria. Um professor a chagar-me a cabeça com os tpc’s, comprar um telemóvel porque com 16/17 anos ainda não tenho (como é que é possível? Tratar por bebé já dá, mas telemóvel népia. Ah, tá. São opções. Más opções.) ou uma unha do pé encravada (este último foi um exemplo à toa, que não figura no livro) não são propriamente o melhor conflito para incluir num YA ou paranormal…

Os poucos diálogos também ajudaram a colocar lenha na fogueira… E os que havia não soaram naturais, nem tão pouco engraçados. A Marina – que ganhou muito da personalidade da autora, segundo a própria – parece uma mãe. Que seja marrona, até entendo, agora não conheço nenhuma adolescente que seja como ela é. Talvez o problema seja meu, que lido pouco com adolescentes e nem tenho um puto de 15 anos em casa nem nada. Contudo, irei focar mais esta personagem mais abaixo.

Tenho visto os posts no blog da autora.

Neste – em jeito de curiosidade - a autora diz que fez 11 revisões e, embora tenha reduzido este volume para metade, pelos vistos, não foram suficientes. Se a autora reviu o livro sozinha – e não estou a falar de revisão ortográfica, que apesar de ser um ponto importante, é o que de menor tenho a apontar – nunca na vida conseguirá ter o distanciamento necessário para cortar as ditas partes aborrecidas, certo? Certo ou, pelo menos, digo eu, que nada sei nesta minha curta vida de leitora/opinadora/escrevinhadora. A minha sugestão para os próximos volumes é que a autora dê a alguém para ler e lhe reveja a estrutura e as partes-palha. Palha com fartura, tem este ‘Perdidos’… Seria de esperar com uma brisa ou uma ajuda do céu, que se perdesse pelo caminho, mas não.

Neste, pelo que diz parece que escreveu o livro só porque sim. Do género ‘Ah, que se lixe, hoje em dia todos escrevem, também quero escrever, pronto.’ Ok, podem acusar-me de ser arrogante e/ou de hater. Mas por que caralho não posso eu dizer o que penso? As motivações para fazer certas acções – neste caso, escrever um livro – têm de ir além de ‘eu sou melhor que ela, eu consigo fazer melhor, eu, eu, eu.’. Acreditem, estudo psicologia. Isto parece-me motivação extrínseca, dirigida a um fim que nada teve a ver com o interior da autora. Ok, mais uma vez quero lá saber. Ninguém quer saber, o que interessa é o produto final. Cada um escreve o que tem a escrever e tem as suas razões. Fiiine. Next.

Personagens
Em relação a posts sobre nomes de personagens (Marina, Ana, Lucas, Joshua), tenho a dizer 3 coisas.
  • Parece que a autora quis apostar tudo nesta trilogia. Resultado? Deu-se mal. Quis homenagear a irmã, a melhor amiga, a amiga que a ajudou não sei em quê, o professor de filosofia, a cochinchina e etc e levou tudo a reboque. Não estou a inventar, está tudo no blog dela. Muito giro, caso não se tivesse espalhado. Mas quero lá saber, escrevi um livro, é giro só porque sim. Dois conselhos: a) um autor quando escreve já põe muito de si na história. Mesmo que se direccione para outras direcções, acaba sempre por imprimir informações e detalhes da sua própria vida. Um tique, uma maneira de falar, uma piada contada por um amigo, o que for, é quase inconsciente e se o vamos fazer nos dois pólos (inconsciente e consciente) o resultado só pode ser muito mau e b) depois desta trilogia, não se homenageia mais nada. Porque cada pessoa que teve um papel importante na vida da autora está lá retratada. ‘Tá. Ou então repete-se. Bem pensado… ok, chamem-me picuinhas. Mas é um conselho – grátis – que dou à autora: distribua o ‘mal’ (ou bem, de acordo com as interpretações) pelas freguesias, oui?
  • A autora referiu que a amiga a tratava por ‘bebé’ quando era adolescente. Não é por acaso que se diz que os adolescentes são parvos. São, eu também fui uma – olha a novidade! Ora, eu nunca tratei por ‘mana’, ‘bebé’, etc, achava isso tudo uma piroseira e sem piada nenhuma. Ok, era uma croma ‘marrona’ e anti-social… mas são pormenores! Isso não me impediu de escrever ‘babe’ numa das minhas histórias e de juntar um tom irónico e divertido a essa parte. Se funciona e/ou se vou deixar ficar, já é outra história. Porém, ‘Perdidos’ tem muito pouco de humor. É muito drama, mesmo típico de adolescentes. E isto de ser classificado como YA perde-se um bocado o norte… Eu sou jovem adulta (YA…) e não consigo ter paciência para este livro.
  • O Joshua veio dos EUA porque a autora desde sempre pensou em traduzir o livro para a língua inglesa e isso seria uma boa estratégia para criar empatia com os leitores. Ok, palavras dela, não minhas. Pá, a sério? Empatia cria-se de diversas maneiras, a criatividade é uma das ferramentas mais utilizadas na arte da escrita. Aprender, melhorar, inovar, seguir em frente e sempre para cima. Fazer o que a autora fez é uma forma lazy de contornar um dos maiores problemas de ser escritor: criar empatia no leitor sem cair nos clichés típicos. A autora não é iniciante nem caloira nesta arte, deveria dar-se mais crédito a si própria e desenvolver essa capacidade. Ir mais além do que conhece, estudar dicas de escrita nesse sentido, aprimorar pela experiência e não pelo facilitismo.
Ainda nas personagens, a Ana é descrita como saída da casca (Deus livre a autora de dizer isto desta forma, é demasiado vulgar!), é o oposto de Marina, mas… não se vê. Ok, não estuda, só se interessa por rapazes, mas nem um ‘foda-se’, um ‘caralho’ ou uma ‘merda’ no vocabulário, lá vai um namorico da tanga, que pouco se viu, mas, tudo bem, parece que passou aos leitores. Mas não deixa de ser fraquinha, personagem muito fraquinha. Gostei do Lucas, porém. Entendi o lado mau dele. A Marina, muitos criticaram como ela mudou rapidamente. Sinceramente, acho que ela se desenvolveu, que é o que esperamos de uma personagem. Resistiu à mudança, é certo, mas mudou. Não gostei de certas atitudes – como seria de esperar, acho-a parva, que contradiz um pouco o que disse, mas mesmo assim, cresceu. O Joshua… para mim foi uma personagem criada apenas para agradar ao público estrangeiro, por mim podia ir c’os porcos que não me importava. O Antagonista não se soube muito dele, mas a agressividade estava no ponto. É pena a autora não ter explicado por que razão escolheu Marina em específico – se é que existiu uma, porque a explicação geral figura no livro, ao menos isso. Fala no inferno, mas não fala no céu. Espero que aborde isto nos próximos volumes – que estou seriamente a ponderar não passar deste primeiro volume – porque senão… enfim.
As cenas que puxaram pela leitura foram as da Marina e do Lucas – nem todas, atenção, mas isso corresponde a menos de 10% do total e não livrou o livro de quase levar um 0. O goodreads é limitado, ando sempre a dizer isto. Se eu fosse um árbitro de um jogo, juro que o meu cartão vermelho ficaria muito desgastado.
Ao início ainda disse que a escrita era envolvente para não bater no ceguinho, mas apercebi-me de que não estaria a ajudar em nada. De que serviria dar palmadinhas nas costas, ser simpática só porque sim? A partir do momento em que se coloca o produto à venda, deve-se preparar para estrelas de 1 a 5, afinal elas existem. Porém, o estilo de escrita ainda é como a outra, quero lá saber – ou, saber menos, vá – mas quando me explica o quotidiano da rapariga tintim por tintim até à exaustão, eu tenho de dizer estes dois pontos:
  • O leitor não é burro, não é necessário descrever TANTO – só faltou falar da depilação e de quantos pintelhos tirou, desculpem a imagem, mas é que é mesmo assim. Não havia necessidade. Há uma dica de escrita que diz que o escritor deve cingir-se a um número restrito de palavras e não usar mais do que precisa. Isto basicamente seria um bom conselho para a Rute.
  • A autora justificou por ser YA. Whoah, sorry, what? Ok… primeiro, já li alguns livros do género e nunca, nunca li nada assim que roce a monotonia ao ponto de os meus olhos rolarem por vontade própria nas órbitas. Tende piedade dos meus olhos. Eu sei, eu sei  - oh, se sei – fui eu que quis ler mas, desculpem, tenho esse direito e de no fim dar a minha opinião. “Chegadas ao bar, Ana escolheu o croissant de fiambre e Marina o de queijo, acompanhados por sumo de manga.” Este nem é dos exemplos piores… e eu a pensar ‘o que é que isso contribuiu para a minha felicidade? Só mesmo para a minha fome.’ É desnecessário. Palha. Palheca. Fazer bolinhas e pontaria ao cesto do lixo. Se tem um objectivo, boa. Se não, corta-se. É só para inglês ver, fora de trocadilhos com o ponto do Joshua.
Situações nada credíveis
Com ênfase no nada, por favor. Para exemplificar, vou referir muito superficialmente três situações. A primeira ocorre com as chamadas Oficinas (ou aulas extra curriculares como Desenho, Fotografia, Teatro, etc), que incluíram um pedido de autorização a entregar aos encarregados para frequentar as ditas aulas. Quando algumas oficinas foram excluídas por falta de alunos, que é normal acontecer, os alunos que se tinham inscrito às ditas excomungadas foram distribuídos aleatoriamente pelas outras sem serem consultados. Ok! Pára tudo. Primeiro, são aulas extra curriculares, pelo amor da santa! Ou seja, os alunos podem escolher! OU SEJA, se alguma oficina acabar, o aluno pode e deve ser consultado quanto à 2ª escolha (e, aliás, os formulários, por norma, têm hierarquia de escolha conforme os nossos gostos para que, caso ocorra a situação descrita, o aluno fique automaticamente na Oficina que desejou como 2ª opção e assim por diante.) Mas prosseguindo… Levaram um pedido de autorização para casa por causa desta treta. Okay… até aqui, tudo bem. A segunda situação ocorre quando o professor de Educação Física impõe aulas de canoagem. À semelhança do que acontecera nas Oficinas, julguei eu, na minha inocência, que os alunos levassem uma autorização para casa, afinal é uma actividade que acarreta riscos e, ainda por cima, fora da escola. Mas não. E a atitude do professor – quase arrastá-la pelos cabelos para a obrigar a entrar na maldita canoa - não é normal! Desculpem, não é! Fiquei wtf????? Descambou tudo. A terceira situação prende-se também com a questão das autorizações, mas para uma visita de estudo. É assim, eu estou a cagar-me para estas tretas, quero lá saber se ela leva autorizações ou vai ter aulas de canoagem ou uma visita de estudo, que em nada acrescenta à minha felicidade, mas a falta de consistência da autora notou-se e chateou-me. E depois o professor adoece e telefona-lhe para ir lá avisar a responsável… 1) criou esta situação que despoletou um encontro com o antagonista e 2) justificou o facto de o professor não ter conseguido contactar a responsável por ter o telele desligado! E director da escola? TIPO!!!!!!
Ah, esta se tiver interpretado mal, peço desculpas à autora, mas se não, não perdoo. A Marina e a Ana fazem anos no mesmo mês e andam no mesmo ano. Nenhuma chumbou. Mas a Marina fez 18 e a Ana faria 17 (faria, porque não se viu, que houve um salto temporal). Pelo menos, eu interpretei assim e cheira-me que não fui a única. Pergunto: como é possível? Deixo a questão.
Ah, só em jeito de reparo: a autora denegriu muito a imagem de professores e, de igual forma, esta não lhe perdoo, dos psicólogos. Um psicólogo que diz que a Marina tem de enfrentar o trauma à força, conformando-se com a imposição das aulas de canoagem com base na avaliação feita… que avaliação? A Marina nem chegou perto do gabinete do psicólogo! Enfim, de muito mau tom e, como o livro foi traduzido para inglês, acho que vai passar uma péssima imagem de Portugal, mas tudo bem.

Infodump e Tell
Enfim, a autora disse que cortou o livro para metade, que tinha a vida toda da Marina. Notou-se e bem… Eu digo-lhe – e disse por email – que cortar para metade da metade com que nos brindou não teria feito mal nenhum e poupar-lhe-ia algumas críticas negativas. Mas pronto, é apenas a minha opinião de leitora amadora. Infodump com fartura, informações desnecessárias como a compra de uma mochila porque a outra estava não sei o quê, comer uma sandes de fiambre e a amiga de queijo… é pá… sério? Okay… para mim foi palha!
Aulas de francês, filosofia, geografia, história, português com matéria à mistura é palha. Ou então prova a teoria que que é um livro virado para o juvenil (embora as personagens andem no secundário).

Linguagem/Vocabulário
Para além do tell, usa vocábulos que uma pessoa fica vesga quase.
Já vi críticas referentes à utilização de “docente” e “pedagogo”, este último nem sei como se pronuncia... Acreditem, no panorama geral, este pormenor é irrelevante. Eu ando na faculdade e tratam por ‘stor’ (off-topic: estudantes universitários, um aviso, não façam isso, não sejam burros, é simplesmente ridículo!). Continuando, ao debruçarmo-nos sobre a narrativa, vemos um uso incorrecto de expressões/conceitos no contexto onde os encontramos inseridos. O dicionário de sinónimos do word é deficiente, raramente se deve usar. Ou se se usar, ter ao lado um post-it para relembrar se soa natural. É como a lengalenga – que não o chega a ser – de quem traduz do inglês tem de ver o todo e não palavra a palavra. Aqui é a mesma situação. “Brado”… “Mentecapto”. Há tanto tempo que não lia esta, que tive de verificar no dicionário. Para quem, como eu, já não se recordava, significa insensato. Marchar” é um verbo muito visual. Cada vez que li este verbo só imaginava os soldadinhos de chumbo em miniatura a iniciar uma marcha automatizada… Pois, coisa bonita. “Paulatinamente”; “Panegíricos”, “melíflua”, “meliante” e continua… Senti-me uma ignorante. Um livro que é destinado a juvenil e, desculpem-me não julgo ser YA, tem vocábulos que são desadequados ao contexto e ao público-alvo. Eu pergunto: para quê complicar, ainda mais neste género, quando se pode simplificar sem roçar o facilitismo ou dar numa de ser muito culta? Escrever bem não significa conhecer palavras caras. Escrever bem significa restringir-se ao mínimo, dizendo muito, e saber como e onde usar certas palavras e expressões. Ei, eu ando aqui a escrever uma opinião e deve ter coisas repetidas que sei lá o quê. Fine, critiquem-me à vontadinha. Ia dizer desculpas de ser uma opinião – quase uma tese – e não um livro, mas ok… podem criticar que eu deixo.

Para terminar, a autora desculpa-se demasiado. “Há quem diga que a Marina e algumas das suas atitudes não são credíveis, mas o que posso dizer? Eu, naquela idade, era assim e tinha um comportamento semelhante, por isso, não sei que dizer a quem faz essa crítica…” Uma das provas em como a autora não consegue aceitar críticas está aqui. Ou, pelo menos, não as consegue digerir de forma a olhar o seu manuscrito com outros olhos e diga ‘é pá, se calhar ela/e tem razão e lá por ter sido assim na minha vida não quer dizer que o faça nas minhas personagens’. Certo. E já agora, os tempos mudam, as modas também. Eu também faço muita coisa – as pessoas que escrevem certamente que também o fazem – e não enveredam por essa via, a de escarrapachar com tudo o fazem, dizem, comem, lêem, respiram, etc na porcaria de um livro. Desculpa a linguagem, Rute.

Formatação
Conselho final: a formatação. Compreendo que a edição de autor seja difícil de custear, mas apesar de tudo, o livro também foi feito para o leitor ler. Ler. Eu repito: LER. Não dar numa de pitosga com o livro a um centímetro do olho. Letra 10 é muito pequena. Que dor de cabeça… Se não dá para suportar os custos, espera-se. E enquanto se espera, revê-se pela… décima, décima primeira… ah que se lixe, revê-se mais uma vez e dá-se a alguém que saiba do assunto, que não tenha medo de cortar. Mas, acima de tudo, desenvolve-se a capacidade de e para ouvir críticas e sugestões, aceitá-las e, mais importante, aplicá-las. Não digo todas, mas algumas.


Por fim, resta-me alertar que o sobrenatural mais 'à séria' surgiu depois de metade do livro lido, o que me fez sentir defraudada. Só resta desejar boa sorte à autora e esperar que melhore nos próximos. O 2º vai sair em Novembro e a capa - digo, sinceramente - está muito melhor. 

** Não é generalizado, embora pareça. Fica aqui um pedido de desculpas a todos os autores, incluindo a Rute. 'Não saber escrever' no sentido de não ter as ferramentas necessárias para a actividade da escrita. 

Comments

  1. Erm... ok eu tenho o livro para ler (em e-book), mas não sei se o leio! Porque a minha crítica vai ser pior que esta (Oh trust me I can do this). Não tenho pachorra nenhum para palha e se a história começa a meio eu desisto logo na página 50!
    Also YA não significa: ter personagens parvas; ter infodump de quotidiano! YA são livros para jovens adultos que tratam de temas comuns aos jovens adultos: escola/faculdade e esse meio :)

    ReplyDelete
  2. Eu sei que sim, mas eu sinto-me mal por criticar -.-' mesmo assim não deixo de abrir a bocarra para dizer o que penso!

    Quanto ao género, ainda tenho as minhas dúvidas se é YA...

    ReplyDelete
  3. Tenho de admitir que estava interessada em ler o livro "Perdidos" (publicidade, publicidade, críticas boas), mas depois de ler a sua opinião-tese fiquei de pé atrás...

    Penso que a escritora devia ler esta critica e tentar melhorar no próximo livro.

    ReplyDelete
    Replies
    1. Antes de a publicar, enviei-lhe a opinião por email. Ela está consciente, pode é não concordar, como tudo na vida.

      Sugiro que veja por si mesma, Liliana. Dê uma oportunidade. Eu não gostei, mas pode ser que a Liliana goste.

      Obrigada pelo comentário.

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    2. Claro que a minha opinião pode ser diferente da sua mas, mesmo que compre o livro, vou ter sempre a sua critica na cabeça :b

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