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"O Beijo Encantado", de Eloisa James

O Beijo Encantado
Título Original: A Kiss at Midnight
Título em pt: O Beijo Encantado
Editora/Edição: Quinta Essência/Outubro de 2011
Páginas: 397
Sinopse: Goodreads
O Beijo Encantado foi a minha estreia com a autora Eloisa James. Ganhei-o em Dezembro de '12 por ter sido fã do mês da página de facebook do Mil Estrelas no Colo
À primeira vista, a capa  é maravilhosa. O tom predominantemente dourado, com um 'manto' claro no topo, o acesso à natureza e à mocinha com as bagas (venenosas?) remetem de forma irremediável para os contos de fada. No entanto, se observarmos bem, o tipo de vestuário torna-se deslocado e desadequado quanto à época. Digo eu, que não percebo de História nem de costumes da altura. 
Este livro foca-se em Kate, a cinderela da história, que, desde cedo, foi obrigada a trabalhar na sua própria casa, sendo remetida para segundo, terceiro, quarto e quinto plano. Para a madrasta, gastar dinheiro com a filha, Victoria, era mais importante do que prestar atenção à enteada, que graças ao casamento com o pai dela lhe deu a riqueza que tanto queria.
Este livro despertou-me sentimentos contraditórios. Até sensivelmente metade arrasta-se muito lentamente e a meu ver focou-se em pormenores que não eram assim tão relevantes quanto isso, principalmente conversas entre a madrasta, supostamente muito má, e Kate. Conversas que roçam o profundo e confidências que, muito honestamente, não veria uma velhaca a fazer. Se ela era má, só o soube porque a autora o disse. Não me senti dentro da história, nem qualquer empatia com a protagonista por ter sido negligenciada após a morte do pai. 
Em relação a Victoria, esta é tão boazinha que quase nem a vi retratada. Poucos diálogos, sem profundidade quase nenhuma, e os únicos aspectos que conhecemos dela são: [SPOILER] que tem três cãezinhos todos coco-ranheta-e-facada, está grávida, prestes a casar, e que afinal não é enteada mas filha ilegítima do pai de Kate, que traiu a esposa quando ela ainda era viva [FIM DE SPOILER]. 
Em conjunto com o noivo, Victoria precisa de convencer o Principe Gabriel, tio do noivo, a aceitar o casamento deles. Contudo, por uma brincadeira que acabou mal, fica impedida de comparecer na presença de Vossa Alteza e assim Kate, como condescendente e coração-mole que é, aceita ir em seu lugar e fazer-se passar por ela. 
Com Gabriel, a autora voltou a fazer o mesmo. Disse que ele era perigoso, mas até metade do livro pouco vi. Buuuh, que medinho! É um menino copinho de leite... Só sei que tem costas largas, que está noivo de uma princesa russa e pouco mais. Foi aqui que me senti realmente defraudada com uma história que tanto prometia. 
Continuei a ler, ainda com esperança que melhorasse.
E melhorou. Não muito, mas o suficiente para dar algumas gargalhadas e torcer pelos protagnistas que me iam dando um chilique. A tensão física e sexual melhorou a história, confesso, apesar de, ao contrário da primeira parte, ter sido demasiado rápida. Cai-me de pára-quedas, sem aviso. Primeiro, dizem ambos que não gostam um do outro, e essas coisas todas, que são naturais, e depois ele praticamente salta para cima dela, com seios de cera e tudo! Não há olhares ardentes, encontros escaldantes a meio da noite, palavras de aquecer o coração, nada. Só os houve depois de ele quase a ter... hum, conseguido desflorar? Isto não soa muito bem, mas a questão é que uma pessoa fica confusa e a perguntar-se 'como raio chegou aqui?'. Posso ser a única que pensa isto, mas foi o que me pareceu. Se calhar não estive muito atenta... o que é susceptível de acontecer a qualquer um. 
Depois disso, a acção volta a arrastar-se com alguns eventos típicos da época, com investidas de Gabriel e recusas pouco convincentes de Kate. 
O Epílogo, para mim, foi desnecessário. Palhinha da pior espécie. Se já nos tinha mostrado o final, para quê aquelas duas folhas que nada acrescentaram? Enfim.
Pelas gargalhadas e por ter gostado da relação deles, apesar de rápida, dou três estrelas, mas tremidas.  

8.01.2014
3*

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