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"The Morning After", de Sally Clements

The Morning After
Título: The Morning After
Editora/Edição: Fevereiro/2012
Páginas: 159
Sinopse: Goodreads

Este é o primeiro que leio em inglês em 2014 e o primeiro depois d’O Principezinho, lido em Dezembro de ‘13. Tirei o ebook da Amazon, por ser gratuito e pequeno, com o objectivo de me motivar a ler em inglês.
Confesso que das primeiras trinta páginas não consegui reter muito. Não sei se foi a adaptação à leitura ou se por esquecimento – dado que comecei em Novembro e só acabei agora – só sei que se tornou mais fácil e fluída à medida que ia lendo. Reparei que tenho o tique de sussurrar, como se o facto de experimentar as palavras me ajudasse a compreendê-las melhor, o que de certa forma acaba por ser uma mais-valia. Treino a leitura e a fala.
Nas últimas cinquenta páginas já aconteceu o oposto. Li-as como se estivesse a ler um livro em português, parando ocasionalmente para clicar no kobo e verificar algumas palavras no dicionário.  
Dei 2,5* no goodreads, isto porquê? Acabei por gostar, mais pela parte final do que o livro no seu todo.
A acção centra-se em Cara, que vive na Irlanda, trabalha como professora, e reencontra o seu amigo de infância, Ethan. Este foi um dos pormenores que não consegui reter do início, o facto de terem uma amizade forte. Sem querer spoilar – e aliás a própria sinopse diz que “her almost fiancé reveals his true colours” – o namorado ‘quase noivo’ arranja um 31 e Ethan é apanhado no meio da confusão. Sendo ele uma estrela de Hollywood, Cara fica vulnerável aos paparazzi e viaja até Malibu, onde Ethan a pode proteger. E a história é isto – e foi o que me fez dar 2*. Pode resumir-se em duas linhas ou menos:

Ethan e Cara reencontram-se, namorado arranja 31 e culpa Ethan, Cara vai viver com Ethan que a protege dos paparazzi, apaixonam-se e fim.

Tudo o que se passa no resto do livro enche os buracos desta linha. Apesar de não ter conhecimentos suficientes para criticar a vida em Hollywood, critico a ênfase dada ao romance dos protagonistas. Centrou-se demasiado neles e não passou disso, não houve equilíbrio com mais qualquer coisa, mais pormenores da vida à volta, nem mais amigos próximos, mais personagens relevantes – considero as restantes como figurantes, talvez excepto o irmão de Ethan que até apareceu duas ou três vezes e deu um empurrãozinho na relação do irmão.
O que me fez dar a 0,5* foi o facto de me ter permitido visualizar bem as cenas. De inglês, pouco percebo, é verdade, mas mesmo assim consegui visualizar e até dar algumas gargalhadas com os diálogos e apreciar as partes mais íntimas da relação amorosa – houve poucos momentos e sem muitos floreados, contudo foram fáceis de imaginar.

No geral, foi um bom livro para começar. Venham mais assim, pequenos e fáceis de ler. Baby steps. 

25.01.2014
2,5*

Comments

  1. Pouco a pouco vais conseguindo ler o inglês vais ver que melhoras, aprende-se imenso inglês a ler, eu acho! :D

    quanto ao livro não fiquei muito entusiasmada :(

    ReplyDelete
    Replies
    1. Agora é continuar a ler em inglês eheh

      É uma história muito simples. Tu lês isto com uma perna às costas. Se não tiveres com cabeça para pensar e estiveres mais cansada, aproveita e agarra nele. Se não for esse o caso, uma leitora experiente como tu poderá ficar desapontada... digo eu. Vê a opinião da Carla M. Soares, no Monster, acho que ela tem por lá uma opinião :D lembro-me de comentar na altura em que comecei a ler.

      Delete

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