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Lápide: o que escrever!

Às vezes, dá-me para isto. 
Para quê?
Para partilhar momentos do meu dia-a-dia.

Hoje a situação que me traz aqui ocorreu na aula de Teoria Organizacional - uma unidade curricular do 4º ano de mestrado de Psicologia dos Recursos Humanos, do Trabalho e das Organizações. 

O tópico de hoje era as novas características organizacionais e, como não podia deixar de ser, falámos na globalização e na tecnologia e no meio incerto que daí advém e, paralelamente, daí resulta. 

A certa altura, pergunta-nos a professora - cujo nome não fixei, por ter sido a primeira vez que nos deu aula:
"O que escreveriam na vossa lápide? Já pensaram nisso?"


Silêncio.
A sério, é arrepiante o silêncio que se faz quando os professores fazem perguntas. Contra mim falo, que fico no meu cantinho caladinha. Bom, o certo é que ninguém respondeu o que a imagem de cima representa. 

A verdade é que sim, já pensámos. Duvido muito do contrário. Qualquer pessoa que veja um filme - temos o exemplo do Scrooge - ou um livro - o exemplo anterior também serve perfeitamente para aqui - já deve ter ponderado... 

A questão principal é que todos queremos ser relembrados, recordados, reconhecidos. Não é por isso que trabalhamos uma vida inteira? Não é por isso que lambemos botas a torto e a direito? Eu cá acho que sim... Falta a questão dos filhos e do amor da nossa vida e bla bla bla... Bom, sabem o ditado? 'Plantar uma árvore, ter um filho, escrever um livro'? Já devo ter plantado uma árvore, naquelas visitas da escola e em tantas iniciativas que colaboro (que não são tantas como gostaria, claro!), e escrever um livro... bom, já estive mais longe. Escrever o blog serve? Por fim, ter um filho... ui, isso ainda está muuuuuuito longe. Nem sei se terei. Lá se vai 'Adorada Mãe' das opções. Menos uma, yeah!

Continuando...

Existem algumas pessoas - vou deixar o cliché 'como eu' de lado e deixar de ser pretenciosa - que não querem saber das opiniões dos outros para nada. Mas vá lá... até eu que me esforço para não ser levada pelas opiniões alheias, não resisti à sociedade e a tentar 'lamber' algumas botas. Por isso é que nós fazemos o que fazemos. Fazemos coisas estúpidas. Coisas de que não nos orgulhamos. Às vezes, queremos voltar atrás e não conseguimos. Por medo, vergonha ou culpa. Ainda bem que o conto de Dickens é apenas um conto. Já viram termos de enfrentar os nossos fantasmas?

Só que a questão é mesma essa: há que enfrentar os fantasmas. Isto é tudo muito bonito quando eu própria não os enfrento.

Anyway, estou arrastar-me. O que quero eu na minha lápide. Oh, God... haverá lápides no ano em que eu morrer? Isto é, supondo que eu morra daqui a muuuuuuitos anos, claro...

Ora vejam, há para todos os gostos... Eu cá acho que optava pelo bem-informado... :D





Imagens tiradas daqui.

E dado que passo metade da minha vida online...


Enfim, hoje estou com um humor negro... 



Comments

  1. Eu gosto do espírita! Lool
    Ok! Eu sou um bocadinho maluca e já disse a várias pessoas que quando morresse gostava de andar a divagar por este mundo. Só pelo prazer em observar as pessoas e o mundo. E se me fosse possível ajudar de alguma forma também o faria. Não acredito em espíritos, mas se os há quero acreditar que eles são todos bons. Envoltos numa linha nuvem branca (lol).

    ReplyDelete

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