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"Sedução Irresistível", de Elizabeth Hoyt

Sedução Irresistível (Legend of the Four Soldiers, #3)

Opinião

Apesar de ser o 3# da saga dos Quatro Soldados, Sedução Irresistível foi o primeiro que li de Elizabeth Hoyt. A expectativa de ser um re-telling d’a Bela e o Monstro impeliu-me a escolhê-lo e a passá-lo à frente da pilha.  
Posso dizer que na mesma semana li Nicole Jordan (A Paixão) e que estas duas autoras rivalizaram com aquela que se tornou na minha predilecta - Julia Quinn.
Sir Alistair Munroe foi posto de lado e marginalizado pela sociedade pelo seu aspecto. Deveria ter sido considerado herói de guerra e olhado e respeitado como tal, mesmo que isso não aplacasse as feridas internas e externas que evidenciava. É a besta desta história. Helen Fitzwilliam é mãe de dois filhos que se apresenta ao dispor de Sir Alistair – serei a única a tentar reproduzir a pronúncia britânica sempre que leio/digo este nome? Aiai – e é peremptória em ficar e não arredar pé do castelo do seu novo protector.
Criei uma grande empatia por Sir Alistair – é difícil não criar quando a personagem está desfigurada e sofre silenciosamente com isso – e com Helen – por ser mulher e ter de levar com as pretensões da sociedade devido a esse facto.
No início de cada capítulo, são-nos apresentados pequenos excertos de um conto passado em Truth Teller que cria um paralelismo com o protagonista masculino e o próprio romance, deixando bastante à imaginação.
Gostei também das personagens secundárias: dos filhos de Helen, de Lady Grey - uma cadela velhota que proporcionou bastantes momentos emotivos ao longo do livro directa e indirectamente :’) – e do Poças, um cão bebé que é oferecido às crianças por Sir Alistair… A sua irmã mais velha, Sophia, que o visita e se apega às crianças e a Helen e o faz enfrentar os seus sentimentos por si mesmo… Não esquecendo os serviçais…
Quando Helen se finca de mala e bagagens – e filhos! – no castelo, não podia imaginar o trabalhão que iria ter para tornar o local minimamente habitável, mas, aos poucos e poucos, fazendo frente ao homem por detrás da máscara fria, consegue aproximar-se e  realizar os seus intentos. Foi giro de ver a fortaleza de gelo de Alistair desmoronar face à atracção exercida por Helen. Foi também bastante emotivo aceder aos medos e inseguranças de um homem feito e barba rija face à sua aparência. Oh, sim, lamechas… mas não menos verdadeiro. Quantas pessoas existem por aí que sofrem com a sua aparência, almejando ser desejáveis para os outros, amadas, compreendidas? E quantas não sentem que não são o suficiente por uma ou outra falham que possam ter e que só as torna humanas? Tantas, tantas…

Foi uma leitura intensa que nunca julguei vir a apreciar tanto. Eu sabia que gostava de personagens sofredoras, o que não sabia era que mexiam tanto comigo. 
Infelizmente, já li este livro há duas semanas, a memória anda a falhar, por isso, fico-me por aqui... 
06.03.2014 
4*

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