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"Paixão Sublime" - Série Wallflowers 3# - Lisa Kleypas


Paixão Sublime (Wallflowers, #3)

Opinião

No fim do segundo volume foi-nos levantada a pontinha do véu – que golpe baixo, Senhora Kleypas. O que me valeu foi poder contar com o 3# logo a seguir e devorá-lo enquanto um diabo esfregava um olhinho. Ora bem, antes de mais, agradeço às meninas que no meu aniversário ofereceram – não um livrinho mas – dois livrinhos, o 2# e o 3# desta série fantástica. E ainda bem que o fizeram, porque ao acabar o 2# ia-me dando um treco daqueles.
Bom, finda a introdução meio histérica e tal – não se notou! - passemos ao resto da opinião.
Esta série de quatro livros destina cada volume a uma das quatro encalhadas que na temporada de 1843 se juntaram para arranjar maridos umas às outras. Que bonito! Embora este comentário tenha soado irónico, estou a ser bastante sincera. Foi uma premissa que, enquanto leitora, me prendeu logo de início. Este volume é destinado a Evangeline, a doce e tímida Evie, e a Lord Sebastian St. Vincent.
Esta encalhada foi a que mais passou despercebida nos dois volumes anteriores – talvez pelo seu problema, ou talvez pela bonita Annabelle, a destravada da Lilian Bowman e a irrequieta da Daisy tomarem as atenções todas para elas. Ou ainda talvez por tudo isto. Tudo o que dizia respeito a Evie estava directa e indirectamente relacionado com os tristes momentos familiares de que era vítima. Poucas foram as vezes em que comentava alguma coisa – um vestido, um membro da sociedade, uma dança, uma música… - ou que opinava sobre os assuntos em voga. Quando o fazia, o seu problema prevalecia, logo remetia-se ao silêncio, pensando tratar-se da melhor solução.
Neste volume – que irritantemente quase se inicia no final do 2# - vemos Evie fazer uma proposta a Lord St. Vincent que juntamente com Lord Westcliff proporcionou uma cena hilariante no volume anterior. Uma proposta, claro está, irrecusável. Pois, tinha de ser, caso contrário não haveria história para dissecar. 
É difícil dizer até agora qual dos três foi o meu preferido, porque me ficaram intrincados por tão diferentes razões que mal me consigo decidir. Nesta Paixão Sublime, as personagens crescem tanto, tanto que só consigo sentir orgulho – e a sorrir feita palerma (como se eu não fosse por natureza, ah!). Evie floresce e ultrapassa o seu problema, ao passo que Sebastian começa a preocupar-se com outras pessoas para além de si mesmo. É interessante ver esta mudança de prisma. Não sei o que é mais difícil, uma pessoa focada em si mesma mudar e começar a preocupar-se genuinamente com os outros ou uma pessoa que se preocupa com os outros ao ponto de mal ter tempo para pensar em si mesma. Fica a questão, se a tiverem percebido. De qualquer forma, são os pequenos gestos – como arranjar um esquenta-pés ou ceder os cuidados mais básicos e primários – que se notam os passinhos de mudança, as acções que movem o crescimento das personagens. E acho que é isto que me faz adorar Lisa Kleypas. O que os livros dela têm de melhor – para além de outras coisas – são as personagens. Gosto dela, genuinamente. Rio-me com elas, choro com elas, grito com elas e gozo com elas feita parvalhona. E – chamem-me o que quiserem – sonho com elas.
A juntar a isto, tem ainda erotismo – e houve uma cena, entre muitas, que me fez corar até à raiz dos cabelos. Sexy pra catano! Fica a dica! – humor, paixão e romance. Montes e montes deles. Tudo ingredientes que me cativam, enquanto pessoa, enquanto leitora, enquanto mulher, tudo isso de forma indissociável.
É, uma vez mais, um livro que vou guardar no coração. Lisa Kleypas conquistou um lugar nele e na estante, obviamente. E ainda falta a opinião do 4#... aiaiaii! Só quero terminar a dizer que… obrigada às meninas que me aconselharam Lisa Kleypas. Na opinião do 1#, referi que me haviam dito que, como gostava de Julia Quinn, tinha de ler Kleypas, uma vez que a autora era mais romântica. E eu ingénua e feita estúpida, duvidei. Ora, dou o braço à palmatória (?oi?), é verdade. Kleypas é bastante mais romântica e também bastante divertida… apesar de tudo, Julia Quinn é Julia Quinn e não me peçam para escolher entre as duas, porque se eu tive tacto suficiente para as elevar ao pódio, têm de se apiedar de mim para não me forçarem a essa escolha. Estou consciente de que muitos leitores preferem uma à outra e eu não quero saber, vou sair com os dedos a tapar os tímpanos para não os ouvir. Yeah, feita criancinha. Adoro-as às duas e pronto – com o aparte de que agradeço à Quinn, que foi uma das primeiras autoras estrangeiras a fortalecer a minha paixão pelos romances de época/históricos.


09.04.2014 
4,5*

Comments

  1. A série tem 5 livros e uma prequela ^_^
    Também não consigo escolher entre Quinn e Kleypas (entre Bridgertons e Wallflower) :p

    ReplyDelete
    Replies
    1. E a prequela tem quantos livros?
      Da série, ainda falta um? :O
      ó pá, são as duas maravilhosas

      Delete
    2. Tem um livro que é a prequela: Magic Again. É das irmãs do Marcus, embora se foque mais na Aline

      O último é do irmão mais velho das Bowman

      Delete

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