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"Sedução Intensa" - Série Wallflowers 2# - Lisa Kleypas

Sedução Intensa (Wallflowers, #2)

Opinião

Fui ler a opinião do primeiro desta série em busca de inspiração e não é que dei com uma gafe enorme?! Daquelas que não dá para esconder… bom, felizmente na net dá, foi só editar o maldito post.
Havia dito aqui que estava curiosa com o livro da Jenny… mas qual Jenny? A Jenny… que se chama Lilian! É que nem sequer existe uma Jenny nesta série, as encalhadas têm nomes – felizmente! – muito mais bonitos: Evangeline (Evie), Daisy e Annabelle. Bom, passado este momento embaraçoso que acabei por gritar aos quatros ventos, falta dizer uma coisa antes de passar à opinião: OBRIGADA pela prendinha, meninas do <3 adorei="" o:p="">
No goodreads, dei 4,5* e como – já é a 1392828 vez que digo isto – estou a escrever esta opinião com mais de duas semanas de atraso a ver o que sai daqui.
A série das Wallflowers destina um livrinho a cada uma do quarteto de encalhadas, este segundo refere-se a Lilian Bowman, uma americana que não tem papas na língua nem se coíbe de praguejar seja qual for a situação. Tal como Lilian, o protagonista masculino não é uma personagem nova. É Marcus, o Lord Westcliff, que já havia aparecido no primeiro volume e, embora de forma quase subtil, deixou a sua marca.
São ambos teimosos, cada um habituado a obter aquilo que quer – de acordo com as suas manhas – pois uma tem ideais liberais e pouco convencionais e o outro tem o que se chama um título que lhe dá o poder e a pompa de que necessita para estalar os dedos e ter tudo à disposição em menos de um segundo. Hum… claro, uma combinação que dá em explosão. Acho que a teimosia deve ser uma das características mais… difíceis de abater num relacionamento. E nem sei se se deve abater, dado que dá algum desafio à coisa. O que quero dizer é que quando os temperamentos chocam há duas saídas: ou eles não se suportam ou eles não se suportam. Confuso? Passo a explicar. Há diferenças entre não suportar alguém e a relação não avançar e não suportar alguém e a linha entre o amor e o ódio ser tão ténue que dá para ultrapassar sem qualquer pulinho por cima da barreira.
Lilian é o que gosto de chamar de ponto de viragem. Ao viajar para Inglaterra, a sua nacionalidade, assim como muitos outros americanos, permitiu à aristocracia britânica um outro olhar do mundo sem ser o próprio umbigo. Ou assim gosto de pensar. No primeiro volume, o contexto histórico ficou acentuado com as classes trabalhadoras e a subtileza da indústria e a revolução industrial com a construção de linhas férreas e etc. Aqui neste, penso que foi mais pelo que disse no início deste parágrafo.
Lord Westcliff, apesar da pompa e circunstância, não tem os preconceitos que os da sua classe parecem ter. Aliás, as suas próprias irmãs – e já soube por aí que existem dois livros referentes às mesmas que pertencem à prequela – casaram com americanos e como tal não teria qualquer problema em adoptar o mesmo… gosto, mesmo sabendo ir contra os ideais da mãe odiosa, odiosa (!).
Um pormenor interessante é que aborda as essências, os perfumes, por assim dizer. Lilian é perita em sentir odores e em saber reconhecê-los e juntamente com o perfumista desenvolve uma fórmula para um odor que pretende ser mágico. Hum… e é. Só que só funciona com uma pessoa! Ah! E aqui vem uma parte que muitos vão considerar um assassinato da minha parte, na altura em que comecei a ler este livro, coloquei uma música no telemóvel – Magic, dos Coldplay, que por acaso tinha saído no mesmo dia em que comecei a ler. Fiquei viciada na música e na leitura. Não me matem… muito.
O final foi bastante divertido, embora um nadinha exagerado. Ver Lord Westcliff perder a compostura é hilariante, mas foi… demasiado. Apesar de tudo, foi um livro do qual gostei muito e um dos que vou guardar no coração por todas as razões do mundo e mais algumas!

08.04.2014 
4,5*

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