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Orgulho e Preconceito | Jane Austen

Orgulho e Preconceito

Título: Orgulho e Preconceito
Autor: Jane Austen
Editora: Civilização
Publicação: Outubro | 2012
Título/Publicação Original: Pride and Prejudice | 1813
Sinopse: Aqui
Cotação: 


~ OPINIÃO ~

Quando há um ano comprei esta edição da Civilização quase delirei, mas adiei esta leitura vários meses. Não tenho tido boas experiências com clássicos e fiquei com medo de não encarrilar com a escrita de Jane ou com o próprio enredo, por qualquer razão, ainda mais tendo já visto o filme [esta versão].  

2014 tem sido um ano virado para romances de época, na sua maioria inspirados nas obras de Jane, e tendo concluído a leitura, posso dizer que percebo esta inclincação. 

O que posso dizer que ainda não foi dito?

Os primeiros capítulos foram uma surpresa. Os últimos clássicos que li tinham descrições que me desmotivaram e aborreceram de morte [este de Julio Verne é um bom exemplo] e fiquei bastante agradada com a técnica de Jane Austen, que é em tudo diferente do que havia lido até agora. De tamanho curto, três/quatro páginas, são compostos maioritariamente por diálogos e o humor com que a autora impregnou a história tornou a leitura muito mais atractiva e prazerosa.


Já tinha visto o filme de 2005 e obcecada como sou acabei por ver a série da BBC de 1995 e, mais tarde, a de 1980. São ambas muito boas e têm particularidades que as distinguem - no entanto, não estou aqui para opinar as séries, mas sim o livro.


É um clássico maravilhoso que pretendia tecer uma crítica à sociedade da época e acabou por ser bem mais do que isso, acabou por ser transversal à própria humanidade. A questão dos casamentos arranjados, da escolha de marido, das pretensões e diferença das classes, o orgulho, as aparências e os preconceitos que se geraravam podem ser diferentes dos que hoje vemos, sem por isso afectar o pensamento e comportamento humanos. Duzentos anos depois e o ser humano continua a agir como se fosse ele o centro do universo.

Eu gostaria de ter dado cinco estrelas, mas em consciência nunca o poderia fazer e passo a explicar porquê. Não sei se é o estilo da autora - por ser o primeiro que li - ou se por ter sido escrito na própria época e dispensava certos pormenores, mas não houve muita descrição. Se os outros clássicos me aborreceram de morte pelo excesso, neste senti falta de ter "onde pousar os pés", de ver as caras das personagens sem ser as dos filmes, os locais e os vestidos sem que tenha implícito como maravilhosos são - que é como Jane descreve. Não estou a criticar, apenas a dizer que faz parte do meu gosto pessoal ter pormenores q.b. Compreendo e tolero o estilo da autora, porque foi uma estória que me enterneceu, que me fez palpitar o coração; Mr. Darcy merece a fama que tem, assim como Mr. Collins, Jane, Elizabeth, por aí fora. Reconheço que vai ser um dos clássicos da minha vida. No entanto, um dos pontos que mais aprecio ficou quase "esquecido" neste livro e não consigo ir além da cotação que dei. 

Tudo o mais que eu ainda possa dizer nunca iria ser o suficiente para expressar o quão gostei desta leitura.


Há pouco disse que os primeiros capítulos tinham sido uma surpresa, a bem dizer o livro todo foi uma surpresa. Não podia ter pedido melhor clássico para me voltar a interessar por eles.

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Comments

  1. Nunca conseguimos dizer o suficiente de livros como este.. mas adorei a tua opinião ;)

    ReplyDelete
    Replies
    1. está fraquinha lol :( és uma querida... também não está revista, apetece-me corrigir mas estou cansada xD um dia...

      Delete
  2. Olá :)
    Fico contente que tenhas gostado :). É muito difícil explicar porque gostamos deste livro :)!
    Boas viagens,
    Rosana

    ReplyDelete
    Replies
    1. Olá Rosana!
      Sim, é verdade...
      Beijinhos

      Delete

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