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"Pede-me o que quiseres" | Megan Maxwell


Pede-Me O Que Quiseres (Pede-Me O Que Quiseres, #1)


Título: Pede-me o que quiseres 
Autor: Megan Maxwell
Editora: Planeta
Publicação: Outubro | 2013
Título/Publicação Original: Pídeme lo que quieras | 2012
Sinopse: Aqui
Cotação

Tinha escrito no goodreads que ia escrever uma opinião mais completa, mas passado mais de um mês e dada a minha apreciação à leitura, acho que me fico pelo que escrevi no goodreads. Estive entre as 2* e as 3* e, no fim, foi com muita sorte que não dei 1*. A palavra que me vem à mente é: frustração. 
Ao ler as primeiras linhas, pensei "volta, E.L.James, estás perdoadíssima, mulher". Houve algumas partes da narrativa na 1ª pessoa de que gostei, mas no geral é um BIG não. 

Vejamos, partes da escrita, ou quiçá tradução, que me enfureceram:

1) "Lamento, linda" dito por um heterossexual? Wtf, que porra?! Pode ser da tradução ou os espanhóis terem esse tique, mas o gajo é alemão e muitos outros homens da vida de Judith, amigos e conhecidos, vieram com a mesma conversa do "linda". Não tenho nada contra os homossexuais e com os seus tiques mirabolantes e vocabulário extravagante, mas acho que nenhum heterossexual insere "linda" no vocabulário diário. Uma vez por outra, vá que não vá, até é aceitável, agora quase sempre que se dirige à rapariga, pelo amor da santa, tenham dó.

2) Questão das repetições: "Penso... penso... penso..." N vezes ao longo do livro e até com outros verbos, que irritação. 

3) Que coisa foi esta de "ai, mãe, o que é que eu faço?" - e não estou a falar dos diálogos! Expressões como esta logo ao início deixaram-me KO e a pensar "ok, isto assim, tu e eu Maxwell, não vai correr bem". Deu a parecer que Judith era uma adolescente a escrever no diário, que porra!

4) Arquejar: mais uma repetição. Estimo cá para mim que a rapariga ou tem um problema cardíaco ou pulmonar ou o raio c'a parta. 

5) Diálogos... alguns melosos, outros horríveis, terríveis e tudo o que de mau acaba em "iveis", com crianças a parecerem adultos a falar e adultos a parecerem crianças. As personagens pareciam ser bipolares ou o raio que as valham. 

Dei duas estrelas porque até me ri com o livro e gostei de certas partes, mas achei que tinha demasiado sexo. Demasiado mesmo. Porra, perdoem-me a linguagem, andavam a pinocar como coelhos e acho que até esses eram mais fofinhos, caramba. 

Volta, James, a sério, volta, todos te perdoam. 

Ao contrário do que dizem até tem alguma história, é certo que não vemos a razão de Eric ter entrado no mundo do swing e do voyeurismo, mas vemos algumas coisas do passado das personagens. Até acho que a que ficou mais inconsistente foi Judith que dizia uma coisa e fazia outra. 

Os conflitos amorosos entre os dois davam vontade de cortar os pulsos com uma colher. Too much drama para mim. Não, não e não. Vou ler o segundo e tentar o terceiro, porque os tenho em ebook, caso contrário nem me preocuparia em comprá-los. 

As cenas de sexo, hum, ya, não são assiiiiiim* tão chocantes nem assiiiiiim* tão eróticas e quentes quanto isso. Achei a Judith muito submissa, o Eric com um gosto sem explicação pelo, como já disse, swing e voyeurismo. A autora não nos dá muito mais dele a não ser que é alemão, tem problemas familiares - que surpresa! - e que gosta de sexo e depravação - outra surpresa! (not!).

O final, que final tão estúpido, porra. Perdoem-me a linguagem, devem ser as influências da autora. Quis criar conflito, na minha opinião onde ele não existia, e nessa intenção falhou redondamente e fez com que o livro se assemelhasse a uma novela mexicana ou, pior, a uma novela da tvi.

*é para fazer jus à personalidade de Judith. Eu bem disse... influências, pfff!

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