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"Uma Noite de Amor" | Mary Balogh

Uma Noite de Amor (Bedwyn Prequels #1)

Título: Uma Noite de Amor 
Autor: Mary Balogh
Editora: ASA
Publicação: Fevereiro | 2012
Título/Publicação Original: One Night for Love | 1999
Sinopse: Aqui
Cotação

~ OPINIÃO ~

Comecei esta leitura em Março e só acabei no fim de Abril. Tomei conhecimento da prequela da saga Bedwin, creio que pela Cata, depois de ter lido o 1#, Ligeiramente Casados, ao qual atribui 5*. Foi o primeiro – estrangeiro – que li do género e fiquei encantada.

Ainda não percebi o objectivo desta prequela, mas espero que o segundo volume me elucide. Posto isto, este primeiro inicia-se em Portugal – um local que apenas é mencionado uma dúzia de vezes e visto através de dois ou três flashbacks.

Houve pontos positivos e outros negativos que espero conseguir esclarecer sem me esquecer de nenhum.

Este livro valeu pela personagem feminina, Lily, uma mulher forte nascida e criada entre homens, entre as classes mais baixas, habituada a ver sangue, morte e sofrimento e a não ceder face ao perigo. Escandalizou as classes mais altas com o seu comportamento que nada tinha de mal. Era livre, selvagem e gostava da sua liberdade. Não entendia por que razão os ricos se riam de certas atitudes que tomava, porque um simples passeio na praia e molhar os pés da água do mar era um acto tão indecoroso. Foi uma personagem que sofreu bastante, e não digo apenas pelo ambiente de guerra, mas pelo que passou durante esses anos. Foi uma personagem que floresceu, cresceu e deu algo que pensar aos restantes membros da sociedade. Foi uma personagem com pensamentos profundos que roçavam a maioria das vezes várias filosofias de vida. Uma personagem que cativou pela sua profundidade, pela sua sabedoria com tão tenra idade.

Já Neville podia ter morrido na praia. Um fantoche, a meu ver. Gostei da dinâmica entre os dois, apesar de ter carecido de mais paixão, mais impulsividade, mais romance, mas como personagem masculina singular, foi uma desilusão.

O antagonista da história também me decepcionou, a autora podia ter jogado tanto com a história familiar da protagonista e do antagonista… isto é apenas a minha opinião, claro, mas creio que não deu o devido tempo de antena, nem o desenvolvimento que merecia.

Educação, guerra, hierarquia de classes, conflitos familiares, amor fraternal. Foi um livro que jogou com todos estes temas e que me tocaram todos profundamente. O livro só não levou mais estrelas pelos aspectos negativos, mas sem dúvida que pelos temas adjacentes valeu a pena ser lido.

Mary Balogh tem algo de encantador os seus livros. O início nem sempre prende, mas a escrita tem algo que nos prende. Pelo menos, a mim prendeu. Dou por mim, por vezes, aborrecida sem querer ler mais ou não conseguir ler mais do trinta páginas de cada vez, mas depois ando, ando, ando a remoer e volto a pegar-lhe e relembro o que estive a perder. É como um regresso a casa. Estou com a sensação de que me repito nestas opiniões. Há certos aspectos na escrita que lhe fazem descer uns pontinhos, mas os detalhes, os pormenores, o ambiente, os pensamentos das personagens que a caracteriza fazem valer a pena. 

Biografia da autora
Autora premiada e presença constante nas listas de bestsellers do New York Times, Mary Balogh cresceu em Gales, terra de mar e montanhas, músicas e lendas. Ela levou consigo a música e uma imaginação vívida quando se mudou para o Canadá. Aí desenvolveu uma segunda carreira como autora de livros com finais felizes e que celebram o poder do amor. Os seus romances históricos venderam já mais de 4 milhões de exemplares em todo o mundo.

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