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Entrevistas de Emprego...

Nos últimos dias tenho andado desaparecida daqui... E porquê?

A 17 de Outubro...

Hoje deu-me para escrever. Hoje fui a uma entrevista. Hoje meti os pés na argola, na poça, ou no que queiram chamar, pela vigésima quart... sétima... *perdi a conta*. 

Desde o telefonema a marcar a entrevista e a entrevista propriamente dita, tive vinte e quatro longas horas para me preparar, organizar papelada, ir cuscar os sites de Recursos Humanos e testemunhos, escolher o melhor outfit que tenho no armário e ainda arrancar uns quantos cabelos - sim, esses tenho-os aos pontapés, para dar e vender, subir à lua e voltar e todas essas tretas.

Porquê este meu súbito interesse pelo perfeccionismo? Estou a estudar a área, não devia saber que postura ter? Que palavras dizer? Que respostas dar?

Uf, tantas perguntas. 

Acho que por mais que estudemos determinadas coisas, estar do "outro lado" acaba por ser "comme ci, comme ça", o nervosismo e a hora H acabam por destronar qualquer preparação por muito boa que ela seja. E todos sabemos que existe um grande buraco entre a teoria e a prática. 

Hoje foi o dia em que tive uma entrevista. Mais uma, aliás, visto que não sou novata nas andanças e tenho experiências no CV para o comprovar. A diferença? Foi uma entrevista com um colega de faculdade, do mesmo mestrado que eu, mas muito mais avançado. Jesus credo, a minha cara deve ter-me denunciado assim que o vi. Eu sonhei - ou, melhor, tive pesadelos - com isto, sabia que podia eventualmente acontecer... mas logo na primeira entrevista três anos depois desde a última que tive? Se jogasse no euromilhões, esse sacana fugia-me por entre os dedos.

O anúncio? Para call-center... algo para o qual jurei nunca trabalhar.

Actualmente - uma semana e uns dias depois...

Passei à segunda entrevista, com direito a dinâmica de grupo em que tive de vender cores. Cores! Também passei para a terceira fase: a formação (16 dias úteis). Na primeira entrevista já me tinham avisado: "a formação não é paga, excepto se a concluir e tiver um dia de trabalho", sendo que só receberia a 8 de Dezembro devido aos ciclos de pagamento encerrarem antes do fim da formação (encerra a dia 8 e a formação terminaria dia 11 de Novembro). Eu, desesperada como estava, lá aceitei, sabendo o gasto de gasolina e de deslocação que iria ter...

Fiz uma semana de formação, sempre confiante e talvez com o pequeno bichinho da incerteza. Na sexta-feira foi a primeira vez que exerci parte das minhas funções. Resultado: odiei. Além de ter feito tudo errado e trinta por uma linha, senti-me mal. O campo de vendas só resulta para mim se for cara-a-cara. Gosto do serviço ao cliente... presencial, onde possa falar com sinceridade e não falsear o meu tom de voz nem tenha de fingir um tom alegre para convencer A e B de que X é melhor que Y. 

Por muito que precise de um emprego, call-center não é para mim. 


Moral da história: o desespero não justifica tudo. Não pode justificar. 
Pensamento positivo: alguma coisa melhor se há-de arranjar! 
Pensamento extra-positivo: Ao menos, a minha apresentação oral do trabalho de grupo esta semana correu muitíssimo bem. Perde-se numas coisas, ganha-se noutras. Nem todos podemos ser bons em todo o tipo de trabalhos. Call-center é o meu calcanhar de Aquiles, tenho dito. 


Comments

  1. de alguém que ja trabalhou num call center: escapas-te de boa. emprego mal pago, clientes que não entendem que tu não és o responsavel, chamada sim chamada não de insultos, o chefe que ouve as conversas, e esta sempre em cima quando não estas a cumprir o tempo, stress para cumprires com o numero de chamadas estipuladas, pausas minimas e controladas, não desesperes vas encontrar algo muito melhor. bjs

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    Replies
    1. Alguém que compreenda :)

      e eu só lá estive uma semana.

      Também tive colegas de trabalho que afirmavam que ouviram dizer que call-centers pagam bem. e eu cá para mim "whaaaaat?" :P aiai enfim, pensamento positivo, hei-de arranjar algo :) obrigada!

      Delete

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