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La Belle et la Bête | Movie Review


Título: La Belle et la Bête
Director: Christophe Gans
Elenco: Vincent Cassel, Léa Seydoux
Estreia: 2014
Sinopse: Aqui [EFA]
Cotação:

Como muita gente, A Bela e o Monstro é um dos meus contos preferidos. Acaba por fugir à regra do "princesa precisa de príncipe" para sobreviver e fazer face às dificuldades. Neste conto, temos a possibilidade de ver o amor pela família, o poder do sacríficio e das aparências, as diferenças entre classes e, cliché ou não, o amor verdadeiro. 

Originalmente escrita por Gabrielle-Suzanne Barbot, Dama de Villeneuve em 1740, tornou-se mais conhecida pela versão de 1756 por Jeanne-Marie LePrince de Beaumont, que resumiu e modificou a obra de Villeneuve. 

Muitas têm sido as adaptações, seja para cinema ou para televisão. A mais recente é esta, de Christophe Gans, um filme franco-germânico. Confesso que não sou fã de filmes franceses, ou pelo menos filmes cuja língua oficial seja o francês. Em inglês, tenho sempre aquela empatia e compreensão auditiva que me motiva a seguir o filme...

Esta versão segue a linha de Beaumont. Muito resumidamente, Belle é filha mais nova de um mercador rico que perde o dinheiro. Numa tentativa de recuperar o que perdeu, o pai viaja e acaba por encontrar um castelo abandonado. Aí encontra uma Besta que lhe impõe uma condição para o deixar viver: trazer uma das filhas em seu lugar. Para salvar a vida do pai, Belle sacrifica-se para ficar com a Besta. E pronto, o resto todas as adaptações acabam por seguir a mesma linha de orientação. 

Apesar de esta adaptação não ser perfeita [e mais à frente já passo para as críticas], um ponto essencial que me fez atribuir a cotação de 8/10 foi ter colocado em evidência o passado da Besta, interpretada por Vincent Cassel. A versão de Villeneuve referia que a Besta, enquanto príncipe, depois da morte do pai e da partida da mãe ficou ao cuidado de uma fada que o tentou seduzir. Quando o príncipe rejeitou a fada, esta transformou-o em Besta. O que a versão de Gans nos conta é muito diferente, baseada na mitologia com uma junção de romantismo e terror, e acaba por derreter o coração dos mais românticos. 

Passando agora para as críticas, li em qualquer lado que esta adaptação era "demasiado adulto para crianças-demasiado juvenil para adultos". De certa forma, até concordo, porque acaba por ter incongruências. Se tem algumas cenas que podem ser fortes para as crianças, acaba por ter uma inocência [principalmente na relação de Belle com a Besta] que pode aborrecer os adultos. Não é, assim, muito consistente quanto ao público-alvo. 

Outra crítica negativa que consigo apontar é a escolha do actor. Uma das minhas manias, seja o que estiver a ver na altura, é ir pesquisar os actores, as idades, a sua experiência, etc. Vincent Cassel é, talvez, demasiado velho para o papel. A idade não se nota assim tanto, mas esperava ter encontrado um actor mais congruente com a escolha da actriz - Léa Seydoux [Meia-noite em Paris]. 

Outra crítica negativa foi a relaçao de Belle com a Besta, que foi pouco desenvolvida. Se por um lado a relação foi muito inocente, como já disse anteriormente, foi também passada para segundo plano. Não estou certa se foi pela decisão de ter a inclusão do passado da Besta ou se decidiram simplesmente não a desenvolver, mas creio até que a versão da Disney, de 1991, conseguiu mostrar alicerces mais fortes que conduziram o ódio e inicial desinteresse ao amor entre os dois protagonistas.

Em relação aos efeitos - infelizmente os meus conhecimentos são muito fracos - foi só no final, tendo aqui um ponto totalmente divergente das restantes versões, que consegui notar a deficiência neste aspecto. E mais não digo para não spoilar. Ao longo da estadia de Belle no castelo, também podemos ver não bules e chávenas que falam mas umas umas criaturas *super cute*. 

Não arranjei uma imagem melhor -.-''

Em relação ao guarda-roupa, admito que foi um elemento que me fascinou, criado por Pierre-Yves Gayraud. 

Não são lindos?! Parecidos à versão da disney, mas versão "carne e osso".

A "Besta" está algures entre a adaptação de Jean Cocteau de 1946 e a série de TV de 1987.  

la belle et la bete 2 La Belle et la bête (Christophe Gans, 2014)
Não é uma besta linda? Eu sei que não é suposto ser lindo, mas agradou-me. 

| Prémios |

Esta adaptação saiu a 12 de Fevereiro de 2014 em França. Infelizmente, ficou de fora do 64º Festival Internacional de Cinema de Berlim [aka Berlinale], mas a boa notícia é que foi nomeado para o People's Choice Award no 27º European Film Awards [EFA]. O evento terá lugar em Dezembro, por isso toca a votar. 

| Adaptações |

As mais conhecidas e vistas por mim:

Televisão: Beauty and The Beast (1993) | Beauty and the Beast (2012)
Cinema: 1946 | 1991 | 2007 | 2014 (ver trailer)



Sem esquecer a versão da série de TV - Once Upon a Time

Quem já viu o filme de Gans? :D 

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