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Trick or treat... prefiro o doce, obrigada.

Foi o segundo ano consecutivo, creio, que o dia 1 de Novembro passou sem ser feriado. Vá lá que 2014 foi bonzinho e calhou a um sábado. 

Portugal não é um país "americanizado" no que ao dia das Bruxas diz respeito. Ainda. Sim, porque as escolas nos últimos anos têm "pedido" aos alunos para irem mascarados, por isso mais dia, menos dia temos o circuito do pão-por-Deus a decorrer à noite com crianças e adultos vestidos a rigor, casas decoradas à época e as abóboras espalhadas por qualquer canto a que se vá ao melhor estilo de Halloween à Portuguesa. É só esperar para ver. 

A tradição já não é o que era, para não dizer pior, mas a verdade é que se mantém viva.

Muitas pessoas podem achar superficial. "Puff, oferecer doces quando há crianças em África a morrer de fome." 

Pelo amor da santa. 
Não é o acto de oferecer doces. É o acto de partilha. E para desmistificar um bocado a coisa digo que não são só doces a serem distribuídos nestes circuitos que fazem as delícias das crianças. Quem pesquisar mais sobre o assunto certamente saberá  do que falo. 

Hoje o meu primo fez o circuito, tal como o meu irmão e eu fizemos. Fê-lo acompanhado pelo meu irmão, claro. Trouxe bolinhos - ofertados generosamente pela padaria a todas as crianças que lá vão pedir - trouxe pastilhas, chocolates, gomas, rebuçados, bolachas, pipocas, nozes, castanhas... dinheiro! Tudo dado pelo resto das pessoas das casas por onde passaram

E o que vi aqueceu-me o coração. Mesmo em crise, o pessoal consegue gerir o pouco que tem para manter viva uma tradição que o Governo - talvez inadvertidamente, chamem-me inocente - quis acabar ao suprimir o feriado. 

Doce ou travessura? Hoje comi doces. E hoje tive uma travessura. Meio que ficou de cortar à faca... *bad joke, bad joke, bad joke*


Estava a ler quando senti comichão no olho direito. Cocei, podia ser um grão de pó, uma pestana que estivesse a cair, um cabelo que se meteu no caminho... enfim, o normal, certo? Não passou. Quando a comichão era tanta que mal podia baixar o braço um segundo, fui à casa-de-banho ver o que raio era para eu ter o botão On em modo repeat na articulação do meu braço. Resultado? O hooooooorror. Tinha o olho inchado, com o dobro do tamanho, vermelho e meio fechado. A íris estava quase para dentro, no canto do olho. Foi um susto de morte - imaginar-me ficar assim, estrábica e com o olho deformado em tamanho e... e... sei lá eu mais o quê, acham que eu via bem? Até a minha mãe ficou especada a olhar para mim, chocada pelo meu aspecto medonho. 

Eu juro que um dia morro de paranóia. Se há coisa que não me podem mexer é nos olhos. Não gosto, nunca gostei, faz-me comichão só de pensar.

Por isso... não. Só me dêem os doces, muito obrigada. Engordam, mas com exercício perco as calorias ganhas. O estrabismo, por ignorância, não sei se tem cura. Ou qualquer outra infecção ocular.
Quanto ao olho em si, descanso, umas horas e soro fisiológico ajudaram à recuperação. Felizmente. 

P.S. não tenho nada contra o estrabismo, mas foi um choque ver uma coisa assim... só mostra que nada é garantido.

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