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O chamado balanço do ano...

Não era para escrever este texto. Aliás, há coisa de dois dias atrás tinha tornado o blog privado - uma diferença notada por poucos leitores, ou até mesmo por nenhum, mas lá reconsiderei. É Natal - mais ou menos, já veio e já passou... - ninguém leva a mal. 

Faço este balanço, mais para mim, sem querer descurar os poucos que ainda me lêem, a quem muito agradeço. Faço-o para mim, pois "recordar é viver" e é bom olhar para trás. Dada a minha memória de peixe, de curta duração, talvez estar aqui a escrever isto nem seja mal pensado.

Ora vamos lá. Desculpem não deixar os  links, é apenas para recordar.

Em termos de leituras, não vou fazer TOP's ou mencionar casos específicos de bons e maus, cada livro é um livro e todos contribuíram qualquer coisinha aqui para o meu repertório que ainda é pequeno:

1) Li livros excelentes, poucos, que ficarão no meu coração para a vida toda por este ou aquele motivo, li livros que já foram esquecidos e li livros medianos que ficarão gravados em mim por mais algum tempo. Todas as três categorias têm uns em inglês, outros em português.  

2) Consegui concretizar os desafios a que me propus: Desafio Harlequin, no qual li 31 livros segundo o Goodreads e, pelo ADPOC, o anfitrião do desafio, estou na fase do Casamento. Menos mal... ao menos na literatura arranjo uma aliança -.-'' piada sem graça... adiante. Desafio de 1 livro de autor nacional por mês, um bocadinho aldrabado, porque houve meses que não li e outros em que li uns dois ou três, mas os 12 já cá cantam: Carina Rosa (A Sombra de um Passado), Carla M. Soares (A Chama ao Vento e O Cavalheiro Inglês), Liliana Lavado (Encontro em Itália), Célia Correia Loureiro (Demência A Filha do Barão), Valter Hugo Mãe (A Desumanização), Carlos Silva (Urbania), Vero Lua de Melo (A Melhor Quinzena de um Século de Vida), Olinda P. Gil (Contos Breves), Vítor Frazão (A Vingança do Lobo), a antologia da Editorial Divergência de vários autores (Na Sombra das palavras). No Desafio Goodreads, a meio do ano ultrapassei os 60 livros a que me propus ler e aumentei o goal para 100. Chegarei aos 121 [ainda estou a terminar dois, e vou mesmo conseguir até dia 31], o que considero uma vitória, ainda para mais tendo ficado uns meses sem ler nada. Li também alguns contos de autores portugueses que não integrei no Desafio de autores nacionais nem do Desafio do Goodreads. Ainda consegui ser bem-sucedida no Desafio de 1 livro em inglês por mês, igualmente aldrabado à semelhança dos 12 nacionais, mas os 11, em breve 12 que estou a terminar o último, em inglês figuram na listinha do goodreads, o que não é mau. 

3) Escrevinhei, pouco mas escrevi. Não sei se algum dia irei mostrar, ou se sairá algo de bom daqui, mas fica a pequena "prova" das minhas... er... transgressões literárias. 

Em termos de trabalho e faculdade, as coisas não correram lá muito bem. Trabalho, nem vê-lo. Faculdade... há sempre dias bons e dias maus, já dizia uma Psicóloga que entrevistei para um trabalho aqui há uns tempos "para se ser psicólogo, precisa-se de ter uma capacidade de resistência brutal à frustração." Subscrevo cada palavra. A paixão, em tudo, é equilibrada com factores exteriores e muitas vezes o equilíbrio necessário perde-se. Mas adiante, acredito - ou quero acreditar - que no próximo será melhor. Vou fazer por isso em vez de pedir às passas como manda a tradição. 

Em termos sociais, idem. Perdi umas pessoas, ganhei outras, fortaleci - ainda que pouco - algumas das minhas relações...


E pronto, não vou entrar em 2015 com desejos e pedidos e sonhos como tenho feito. É quase como ficar à espera que isso aconteça, e o que quero mesmo em 2015 é fazer e pronto. Menos palavras, mais acções - pelo menos no dia-a-dia, nas resoluções e bla bla bla. Na escrita, são sempre precisas palavras. Sem elas, o papel e a mente ficam sempre em branco...

Dito isto... FELIZ ANO 2015 para todos!

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