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Opinião | Miguel Morais



Pelo Dia Internacional do Livro Infantil, partilhei um post com dois livros: um de divulgação e outro com um dos meus Favoritos [aqui].




Hoje, venho deixar a minha opinião ao primeiro.
Começo por dizer que não é o primeiro que leio de Miguel Morais. Já tinha lido (1) A Viagem da Flor Dourada, (2) A Crise Financeira do Pai Natal e (3) Poesia para médicos, farmacêuticos, biólogos e afins… Foi, por isso, com algum agrado que vi a nova editora do autor. É bom ver que apostam nos autores nacionais – conhecidos e menos conhecidos. Agradeço ao autor pela oportunidade que me deu ao enviar-me o livro.
Do género infantil, conta a história de Gonçalo, o irmão mais novo de Miguel, uma personagem que é mencionada em diversas ocasiões e que só aparece directamente em duas ocasiões. Miguel decide levá-lo ao médico e apresenta-lhe o diário.
Depois da leitura, fiquei dividida sobre que cotação dar – não que seja o mais importante, claro, mas vou tentar fazer um apanhado dos aspectos que me fizeram sorrir e os que me fizeram rolar os olhinhos. Ressalvo que sendo um livro infantil e ainda para mais um género que não leio, este “rolar de olhinhos” pode ser só teima minha.

Aspectos positivos:
- Em formato de diário e não em texto corrido acaba por ter um tom descontraído associado. Para às crianças/jovens que não gostam de ler ou se aborrecem com muito texto, é um ponto a ter em conta. Ao longo da leitura, ia lendo excertos em voz alta ao meu irmão - tem 16 anos, não gosta de ler – e ele riu-se e demonstrou interesse, que é mais do que se pode dizer dos restantes livros.
- Apesar da personagem de Gonçalo, ou Gonzo, ser distraída, ter más notas e a cabeça na lua, acabamos por ter acesso a informações relevantes e interessantes – digamos que “cultura geral para crianças” – fá-las pensar nas ironias da vida, nos problemas da sociedade, nos temas de discussão actual como a política e o futebol.
- Gonçalo apresenta-nos um retrato bastante fiel de um irmão mais novo de uma família portuguesa, de um miúdo que só quer divertir-se e andar atrás de miúdas, de jogos e de parvoíces.
- Tinha algumas piadas/anedotas contadas pelo protagonista; mais uma vez o humor do autor em alta. 
- Ilustrações: adoro-as! Uma criança que leia o diário e não perceba algumas partes – ou porque está distraída ou porque não é a idade adequada – rapidamente chega lá pelos desenhos. Todos divertidos e bastante adequados.
- O final deste primeiro terço do ano deixa a sensação de que o Gonçalo vai mudar… será para melhor?

Aspectos negativos:
- Apesar de ser um retrato que considero fiel, e isto não é propriamente positivo, achei exagerado a persistência das más notas e das repetições do dia-a-dia (miúdas, playstation e futebol) e da falta de uma mão de ferro por parte dos pais. 
- Algumas repetições de vocabulário: isto pode levar a que até as crianças se aborreçam.

No fundo, é um retrato de Portugal, uma crítica à sociedade em formato infantil. É importante consciencializarmos as nossas crianças para os problemas e assuntos em voga e se for de uma forma divertida, porque não? 

Acabei por dar 3,5* - não pelos aspectos negativos, mas pela minha inexperiência no género. 


Mais informações sobre o livro aqui

Comments

  1. Tal como te disse ontem: fico feliz por teres gostado ehehehe

    ReplyDelete

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A gerência agradece :)

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