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Proposta Indecente | Patricia Cabot


Este livro já foi lido em Janeiro de 2015. Sobre a nova resolução de cotação, como está acima das duas estrelas vou fazer opinião de acordo com aquilo que me lembro.


Proposta Indecente

Sinopse
Tendo crescido com os irmãos a bordo de navios pertencentes a seu pai, Payton Dixon teve pouca oportunidade de aprender boas maneiras. Aos dezanove anos, pragueja como um soldado, sabe manobrar as velas e sente-se mais confortável no meio de uma luta com piratas em Havana do que num jantar em Londres. Detesta a etiqueta. O seu maior desejo é receber o comando de um barco no seu aniversário. E que o capitão Connor Drake renuncie casar com Miss Whitby! Payton não seria capaz de dizer porquê – nem quando – lhe surgiu aquela fraqueza, mas o resultado é óbvio: ama aquele homem. Infelizmente, ele vai casar com outra... Não, isso é impossível. Há que evitá-lo!

Opinião

Já li três livros de Patricia Cabot a contar com este volume. Só gostei de um e, agora olhando para trás, acho que fui bastante benevolente. A autora tem um estilo que empata bastante e eu não aprecio ser enrolada. Não empata com acções e conflitos, ou falta deles, mas com repetições e explicações ditas de formas diferentes. Gosto de uma prosa cuidada, não repetitiva ad naseum. 

A sinopse dá-nos o conflito principal - Payton ama um homem que se vai casar com outra. Devo dizer que muitas das situações, e acentuo mais a primeira que levou Connor Drake a pedir Miss Whitby em casamento, não são verosímeis, precisavam de uma injecção de realismo para que os plot twists não pareçam isso mesmo. 

Enquanto o primeiro é do âmbito amoroso, a questão do machismo/sexismo conta como segundo conflito pessoal/familiar. Nascida num seio familiar constituído por homens e sem uma mãe por perto, Peyton aprendeu a sonhar e a desesperar pelos dezoito anos, idade em que o pai deu um navio aos seus irmãos mais velhos. A autora resolveu este conflito tapando o sol com a peneira, através de Connor Drake - não digo como - e não da forma normal, através de do pai/irmãos, machos, aperceberem-se de que já era tempo de uma mulher ficar encarregue do leme! 

Mais de metade do livro é passado a desenrolar o primeiro conflito, entre idas e vindas, fugas e raptos, o que se tornou aborrecido. 

Também a relação de Payton com os irmãos me pareceu excessiva, demasiado explorada ao ponto de aborrecer, diálogos que tinham o intuito de incutir um tom engraçado à história e que só me enfureceram porque nao acrescentaram nada pela sua continuidade. A partir do meio melhora bastante e a cotação justifica-se pelo casal protagonista e pelas gargalhadas que ainda fui dando - ainda que a nível de química seja dos mais fracos do género, conseguiu alcançar-me lá para o final. Depois de ponderar, desci para as duas estrelas. De acordo com o meu novo sistema e para ser justa, teve de ser. 

Gostei por ter sido diferente. Peyton é uma personagem feminina que quer pôr as mãos na massa, irreverente e resmungona. A leitura valeu por ela e pelas últimas páginas.




Quem já leu?


Gostaram?
Boas leituras!



Comments

  1. Já li e não gostei. Foi um livro que me irritou imenso :P

    ReplyDelete
    Replies
    1. Eu vi no goodreads :) primeiro dei três estrelas, mas depois a escrever a opinião ponderei melhor. Acho que vou desistir de Patricia Cabot, para mim é das mais fraquinhas no género de época do leque de autoras que eu já li...

      Delete
    2. Yas. Também desisti. Patricia Cabot, Eloisa James e Cheryl Holt

      Delete

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