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Estagiar... Ready, Set, Go!




Setembro está aí e com ele o aniversário do blog e o início de mais uma nova etapa e uma carrada de outras coisas que agora não me consigo lembrar. Ufa! Só de escrever esta frase inicial já estou cansada... exagerada.

Não vou fazer passatempos este ano. Sempre fiz do meu bolso, e com a ajuda de autores simpáticos, e 2015 não tem sido um bom ano, além de que não tenho nenhum que gostasse de oferecer aos poucos leitores que ainda andam por aqui, e eles merecem mais do que eu lhes posso dar. 


Dois terços do ano já passaram e... espera aí! Estou a ter um dejá vù, o post anterior não começava assim? Não interessa, 2/3 já passaram e aqui o blog tem estado que é uma vergonha, sem opiniões, ou quaisquer outros posts, mas com algumas visitas mesmo assim - coisa que me deixa espantada. Gostaria de dizer que vai mudar, só que.... não sei se é verdade.

Nos últimos dias tenho experimentado aquela sensação de estar em slow motion, em que eu sei que tenho inúmeras tarefas para fazer, mas sento-me e olho para tudo à minha volta como se tivesse clicado no botão da pausa. A minha mãe disse-me que sempre que entra em stress fica assim, em stand-by. É muito bom quando não temos mesmo uma lista enorme de prioridades, o que não é o caso. 

Como a vida não pode ser como num filme - embora às vezes até seja! - o melhor é tentar contornar a situação. 

Como?
Cada um encontra motivação e coragem onde consegue, somos todos diferentes, e há dias tropecei num texto no Expresso [clicar aqui] sobre ser estagiário. Revi-me em muito do que a autora escreveu, como não podia deixar de ser, e rever-me-ei ainda mais quando estiver mesmo a estagiar. E o assunto trouxe-me à baila outras questões e ideias pertinentes - sabem como é, uma bola de neve numa pára depois de dar uma volta pela colina abaixo. 

O TED - acrónimo de Tecnologias, Entretenimento e Design - tem uma série de conferências sem fins lucrativos sobre os mais variados temas: literatura, política, história, ciência, comunicação, stress, enfim, tudo e mais alguma coisa. Não vou deixar aqui sugestões, não consigo escolher e ainda para mais não os vi a todos. Deixo aqui o site [clicar aqui] com a esperança que se percam neste mundo, é muito inspirador.

O que me leva ao ponto seguinte. O ano passado estava numa aula de mestrado e o tema dos blogs surgiu na conversa, já não sei como, e eu, tímida, disse que tinha um. Perguntaram-me, com um sorriso a repuxar-lhes os cantos dos lábios, se era do género diário, como se a minha personalidade introvertida assim o exigisse. Disse que tinha um bocadinho de tudo o que me interessava mas que era mais virado para a literatura. Hoje é mais pessoal que literário, não que interesse colocar uma etiqueta para caracterizar o blog. Desde os meus 15/16 anos que ando a bloggar e nunca tive essa necessidade - embora fosse útil fazê-lo para ter um público-alvo a que interessar, certo? Pois... 

Sim, pode-se dizer que é pessoal. E gosto dele assim. E vim só para dizer que este ano vai haver muitos posts destes. Se puder ter uma voz para transmitir aos que, como eu, vão estagiar, ficarei feliz. Gosto de tentar motivar, de convencer - não fosse eu promotora nas horas de trabalho - de ouvir e de reflectir. E encontrei poucos testemunhos sobre ser estagiário - será um mau sinal?! Não têm tempo para isto? Aiiiii, tirem-me deste filme :P Eu sei que não sou a única, eles andam aí, mas onde estarão? Enterrados em trabalho? Ou a aproveitar o resto do tempo para estudar/fazer a tese/divertir/sair à noite com os amigos?

Só temos é de nos lembrar: chegámos aqui! Agora é apenas... respirar. 
Ready? Set. Go!



Comments

  1. Boa sorte para o teu estágio, Ivonne. Não há de ser fácil de certeza, mas é um passo a caminho de outras coisas! Bjnhos

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    1. Eu sei que não há-de ser, não vou com expectativas nenhumas.
      Uma vez, tivemos uma convidada numa aula, aluna da faculdade não há muitos anos, e ela disse que uma das coisas mais importantes era mostrarmo-nos dispostos a aprender e sermos humildes. A primeira eu tenho, mas também muito medo de errar, anda sempre comigo esse medo, essa insegurança, a segunda gosto de acreditar que sou assim...
      Entre a excitação e o medo, fico sempre na corda bamba... gosto da área, não me vejo a fazer outra coisa (embora a carreira hoje em dia dê muitas voltas :( ), mas o medo... esse, ninguém mo tira! Obrigada :)*

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  2. Bem... Eu já fui estagiária duas vezes.
    A primeira, um estágio curricular que recordo com o maior carinho possível. Adorei tudo, apaixonei-me pelo ambiente... Foi uma experiência marcante e muito boa. Tão boa que passado cinco anos de o terminar gosto de passar lá, sentir o ambiente, ver as algumas das pessoas que estiveram ali comigo.
    A segunda, um estágio profissional do qual guardo mais recordações más do que boas. Fui explorada até aos ossos... Só duas coisas agradeço a este lugar: as crianças que conheci e o dinheiro que me possibilitou ganhar para agora pagar o meu PhD.
    Espero que tenhas uma boa experiência, Ivonne. Que te apaixones pelo lugar e que te agarres à profissão que escolheste. Sim, eu continuo com uma visão romântica da coisa... Porém, estes dias, mais negra do que cor-de-rosa.
    Beijinho e boa sorte nesta nova jornada.

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    1. O teu testemunho deu-me uma forcinha, ainda tive para ir falar contigo mas depois deixei passar, não te quis chatear, que deves ter muito que fazer agora com o doutoramento (ainda estás a tirá-lo, não?)! Tenho pena que tenhas tido uma má experiência no profissional, ainda para mais era o que te possibilitaria/possibilitou a entrada na Ordem, não? Isto ainda me confunde, confesso :(

      Obrigada, eu também espero ter uma boa experiência, estou com um misto de excitação e medo, sempre fui assim com experiências novas, mas esta engloba uma enorme responsabilidade e permanece sempre o medo de errar - mas não é assim que se aprende em qualquer área? :P

      Quanto à visão romântica, confesso que já tive mais, este último ano foi demasiado... negro, é difícil ir para cima quando o resto nos puxa para baixo. Ninguém disse que era fácil e no fim espero dar valor a tudo o que passei para chegar lá. Espero que as coisas melhorem para ti, querida Silvana!
      beijo*

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  3. Ainda bem :). Eu só tenho coisas boas a dizer sobre o meu último ano. Foi estágio e tese em simultâneo e consegui cumprir os prazos. Foi um ano emocionalmente intenso, mas está guardado em mim para sempre. A nossa reunião de despedida foi um verdadeiro mar de lágrimas. Abracei-me à minha orientadora no fim e tudo. Ainda hoje quando lá vou é um abraço tão bom, tão reconfortante. Bem... Estou a entrar em fase lamechas.

    Estás à vontade para tirar dúvidas. Eu era da Sistémica, saúde e família, por isso não serei grande ajuda para ti. Só agora terminei o primeiro ano. Mas estou em pausa. Para a semana regressamos em força para dia 8 me agarrar ao Congresso Internacional de Psicologia do Desenvolvimento aqui no UM.

    Sim, foi esse estágio profissional que me fez ter a cédula da ordem e fiz muito mais do que psicologia. Enfim... Período enterrado.

    Vai correr bem. Acho que vais gostar de ver como as coisas correm na prática. Tenho a dizer-te que eu estava em pânico quando fiz a primeira consulta sozinha. Depois, é como andar de bicicleta, nunca se esquece e fica o bichinho da saudade cá dentro.
    Não tenhas medo de errar. Eu fiz tanta asneira, mas aprendi e tinha a minha orientadora para nos abrir os olhos.

    Obrigada, Ivonne!

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  4. you go girl! :) Um blog é SEMPRE pessoal (excluíndo aqueles que parecem um poço sem fim de publicidade a marcas e objectos) seja de que estilo for porque, à partida, o autor só vai escrever sobre o que lhe interessa, certo? :) xx

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    1. É isso, disse "pessoal" como expressão, claro :P
      A questão é: eu interesso-me por muitas coisas, mas escrever sobre elas está quieto. Pelo menos, este ano. A ver se 2016 é melhor...

      Delete

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