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Showing posts from March, 2015

Cinderella [2015]

Alguém andou a queixar-se de que preciso de posts por aqui! Ahah milagre! Assim, tenho umas quantas TAG's por responder... mas antes, fica uma opinião!



Não estava nos meus planos ver esta versão em "carne e osso". Tirando, talvez, a Bela e o Monstro pelas razões óbvias (!), confesso que a Cinderella foi o meu conto de fadas preferido durante a infância. Não por causa dos vestidos bonitos - oh, 'tá bem, isso também :D - ou por causa da Fada Madrinha, mas pela mensagem. Depois de todo o sofrimento que a moça passou, o karma meteu a madrasta e as meias-irmãs no devido lugar.

Elenco/Personagens
Pela razão acima mencionada, não me interessei muito pela divulgação e antes de ver o filme só tive conhecimento de uma cara - uma das mais conhecidas, Helena Bonham Carter, a nossa Fada-madrinha. Nos teasers a madrasta protagonizada por Cate Blanchett não apareceu [ou eu é que não a vi], mas ainda estou a decidir se gostei ou não da prestação como Lady Tremaine. Para quem vê Downton…

Gostos: discutem-se ou não?

Depois de uns dias sabáticos aqui pelo blog, venho com um tema controverso. Começo pela frase:
Gostos não se discutem.
Imagino que - pelo menos uma vez na vida - somos confrontados com esta frase feita em jeito de argumento, dita por nós ou dia pelos outros. Há variantes, claro, que vão dar ao mesmo resultado. 
Numa discórdia seja sobre que tema for, quando alguém diz "gostos não se discutem" o assunto morre ali. Quer dizer, às vezes. Em casos extremos, partem para a pancadaria ou agressões verbais! Mas quando o assunto "morre" sem alaridos, a possibilidade de aprendermos com uma visão diferente e ouvirmos os outros também não é suprimida?
Eu continuo com dúvidas: Gostos discutem-se ou calam-se e cada um aceita [ou finge que aceita]? Podemos não aceitar e respeitar? 
Tenho algumas respostas, que podem mudar com o tempo. 
Primeiro, não é uma resposta de sim/não, depende da subjectividade cultural, geográfica, temporal, etc. 
Segundo, a não ser que estejamos a viver numa di…

Ser escritor | Autocriticismo e deslumbramento

Como o pessoal gosta é de escandaleira, este artigo surgiu por obra e graça do Espírito Santo. 

“O autor é cego na sua própria criação.”
Há uns dias estava a conversar com duas pessoas e a frase surgiu-me. Se formos a reflectir, é um pouco ao estilo de Simón Bolívar.  
E o que quer isto dizer? Como assim, os autores não são imparciais com o seu trabalho? A resposta é simples: não. Longe de mim querer generalizar, como já tenho feito estupidamente, mas atrevo-me a dizer que só uns quantos o conseguem ser.
Já tinha escrito este texto  quando vi esta crónica no Observador, "Grávidos de Literatura". Cá para mim, João Pedro George quis dizer que os autores portugueses [nem todos, saliento] têm o rei na barriga... ou isso ou recorreram a barrigas de aluguer. O artigo original, no blog Malomil, gerou controvérsia com um dos alvos da crítica, João Tordo. Independemente do que penso, vou fazer de advogada do Diabo - se metem Deus ao barulho, ora! - enquanto um peca por generalizar, o(s) …

Sou muitas coisas...

E quem não é?

"A literatura, que é a arte casada com o pensamento, e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano, se fosse verdadeiramente humano, e não uma superfluidade do animal. [...] Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repente, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono, e eu faça festas com os olhos fechados, como a um gato, a tudo quanto poderia ter dito."
Fernando Pessoa, in O Livro do Desassossego
Considero-me muitas coisas. Coisas. Como se eu fosse um objecto, algo inanimado que sofre alterações no tempo por um tempo que se recusa a desacelerar. Um pouco como acontece às coisas vivas. Isto faz algum sentido? Não gosto da palavra e encontrar a certa seria uma conquista, significaria que tinha descoberto quem sou, o que sou e como sou. Não sei se uma vida chegava. 

Utiliza-se cois…

Bloqueio de Escritor | Writer's Block

Escrever sobre isto é melhor do que não escrever de todo, já dizia o Bukowski!
Esta imagem é digna de se partilhar em qualquer blog literário, blog sobre escrita ou blog de escritor (que pode não ser sobre escrita). Muito bom! Então os tipos de bloqueio... priceless! Entendendo o problema, chega-se mais facilmente a uma (possível) resolução :D Fica a dica.

Retirei do pinterest :) 

SIGA | João Bernardo Silva [Divulgação]

É com algum orgulho que venho divulgar a capa do romance deste autor. 
Em 2013, o João contactou-me e a outros bloggers/leitores para o processo beta-reading.
Na altura, lembro-me de que era um romance com pouco mais de 60,000 palavras e hoje temos um livro com mais de quinhentas páginas: SIGA, o antigo Novos Tempos. Claro que vou tentar ler esta nova versão para ver as alterações que o autor fez :D eheh Estou muito curiosa. 

Nas palavras do autor...


"Durante um ano, três meses e sete dias dediquei-me a algo que jamais pensei fazer: escrever um livro. (...) Foi um trabalho cansativo, mas quem corre por gosto não cansa. Escrevia praticamente todos os dias, nem que fosse apenas uma hora."SAI EM MARÇO(Dia a definir)
SinopseSIGA (Sistema de Integração de Gestão Ambiental) é um thriller futurista, uma aventura épica que se passa num período pós-apocalíptico. Uma história com três referências temporais que retratam o planeta Terra em três períodos bastante diferentes, mostrando a destr…

Contos| 5 ideias para escrever

Depois de um mês que foi um D E S A S T R E, surge Março com a luz ao fundo do túnel. 
Ainda estou doente, mas se não me puser de pé o corpo e a mente habituam-se ao bem bom da caminha e não pode ser. Chega de mandriar. De pé, decidi escrever. Como se uma coisa tivesse a ver com a outra...
Eu repito: decidi escrever. Em 2013 terminei o meu primeiro draft e fiquei com menos um esqueleto na gaveta com a promessa de reduzir os restantes. Em 2014, peguei-lhe e dei-lhe uma volta de 180º, integrei muitas coisas, novas situações, personagens, twists, mas... achei que ME faltava algo enquanto escrevinhadora, talvez mais experiência como leitora. Vai daí, deixei as ideias em lume brando e dediquei-me à leitura; li de tudo, li muito, li livros pequenos e grandes, em português e inglês, físicos e e-books. 
Em 2015, propus-me a terminá-lo. E quem anda nas ruas do editanço e etc e tal, sabe como funciona. Aiiii, que isto está tão bom. Hãããn qu'é que andaste a beber?!?! Está horrível! Fui eu que e…